<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046</id><updated>2011-12-06T02:04:37.665Z</updated><title type='text'>A hora.Os exactos segundos</title><subtitle type='html'>Ser a escrita é crescer: olhar: sentir: transformar: aprofundar. As palavras povoam as mãos; as mãos habitam o segredo: escrever - tudo o que sou.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>55</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-6007214625465141577</id><published>2010-10-16T10:58:00.002Z</published><updated>2010-10-16T11:03:51.203Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um barulho; o barulho.&lt;br /&gt;Acordo, nostálgica, ainda a ressacar de uma noite de cigarros e álcool. Procuro o chão que teima em fugir: o barulho; um barulho move-me na direcção oposta aos meus sentidos. Um pé primeiro, depois o equilíbrio. Sento-me, e volto a tentar. Estagno. Permaneço intacta na tentativa vã de identificar a causa, o mal de todos os meus problemas que reside naquele ordinário e ignóbil barulho. Melancólica e com um olho ainda fechado recordo: o que é que estou aqui a fazer?&lt;br /&gt;O pensamento não flui, o sangue corre rápido e. E? Sim, e o barulho regressa. Não acendo a luz, não encontro a porta, não ando direita, não nada. Tenho um guia, apenas isso; um guia que não me deixa dormir, que me subleva a negação. &lt;br /&gt;Deixo-me levar pelo varão que corre estreito pela palma ainda suada. Um degrau. E mais um. E tantos outros que são já centenas. Ou talvez não. Ao canto um sofá: o sorriso percorre-me. Sentada e já descalça, procuro o conforto naquelas duas almofadas sedosas. Sinto o cérebro a adormecer; já não sou sequer. E num enlace? Um barulho. O mesmo que me fez descer, o mesmo que teima em não querer que durma, que descanse dos vícios tão nobres do corpo. Mantenho-me acordada com o tilintar. Penso. Penso que tenho que me decidir em atacar a fonte ou estrategicamente desligar os ouvidos. &lt;br /&gt;Num esforço hercúleo procuro mais uma vez o equilíbrio do chão. Agora firme e um pouco mais concentrada, passo a passo, vou trilhando o barulho. Abro a porta da marquise e permaneço hirta: nada. Nada. Nada. Espero; nem um único barulho. Espero pelo barulho. As pernas fraquejam, os olhos fecham, os braços tremulam. Espero por ele para que me deixe afundar em mim, para que me deixe desligar de tudo, para que me deixe não ser. Uma hora passou. Espero por ele e ele não espera por mim: desdenha, ri-se, provoca e silencia. Vou dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-6007214625465141577?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/6007214625465141577/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=6007214625465141577&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6007214625465141577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6007214625465141577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2010/10/um-momento-entediante-sem-parecer.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-5273313412393854124</id><published>2010-02-22T22:52:00.001Z</published><updated>2010-02-22T22:52:21.632Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tantas vezes te disse que te amo. E tantas vezes foram poucas.&lt;br /&gt;Tantas vezes olhei para ti pela distância na expectativa de que pudéssemos estreitar os nossos laços e sermos mais.&lt;br /&gt;Tantas vezes nos imaginei juntas ao abrigo dos nossos segredos e sorrisos para colmatar uma falha qualquer como quem delicia a vida num sopro.&lt;br /&gt;Tantas vezes te falei mal porque tudo o que queria era ter-te nos meus braços para te mostrar o que sou dentro da infância que foi pouca para a imensidão do quanto te quero.&lt;br /&gt;Foram tantas as vezes, Inês, as madrugadas em que estive sozinha e podia ter-te abraçado no calor desse corpo frágil e humano que dormia dominado pela ira e pelo desassossego que é a procura desmedida de uma simples compreensão.&lt;br /&gt;Desculpa se te neguei pela infâmia de te ter como minha. Sei que és do mundo, daqueles que sonegam a cura selvagem que se dobra no rugido. Sei que não pertences a mais ninguém;  sei que não preservas as cores que te regem pelo anoitecer das mãos que nos embalam.&lt;br /&gt;Desculpa se nunca lamentei o cruzamento das nossas mãos como forma de podemos ir mais além nas palavras que por vezes são ásperas e roçam a melancolia.&lt;br /&gt;És uma energia madura de vida e sonhos e futuro. E tantas vezes penso em ti, como tantas vezes são as que não digo, as que omito por troca da minha caverna onde alimento os mesmos desejos e vácuos sobre os quais também me deito e adormeço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-5273313412393854124?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/5273313412393854124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=5273313412393854124&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/5273313412393854124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/5273313412393854124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2010/02/tantas-vezes-te-disse-que-te-amo.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-7928577520210433047</id><published>2010-02-11T12:29:00.008Z</published><updated>2010-02-11T15:51:53.090Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ah fúria que te persigo e te levanto para comer &lt;br /&gt;fome de índigo &lt;br /&gt;arrastos de poder.&lt;br /&gt;Tambores trocam de degrau pela madrugada, &lt;br /&gt;escondem-se de mim e do sangue que se espalha &lt;br /&gt;em busca da palavra.&lt;br /&gt;Ah rasgo de lava &lt;br /&gt;Que me habita o peito&lt;br /&gt;murmúrio silenciado &lt;br /&gt;negação que rejeito &lt;br /&gt;a calcorrear prisões e sabores, &lt;br /&gt;verdades inacabadas &lt;br /&gt;que só nós sabemos de cor. &lt;br /&gt;Ah fúria a preto e branco, &lt;br /&gt;em baquetas de propulsores, &lt;br /&gt;torturas falhadas, sem revés: &lt;br /&gt;Amor, Os teus pés?&lt;br /&gt;Onde estão os teus pés?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah dor, suavidade cantada ao luar, &lt;br /&gt;sublime arrepio &lt;br /&gt;que tantas vezes invadiu o vazio.&lt;br /&gt;Vou ali voar um pouco, &lt;br /&gt;disseste, &lt;br /&gt;e depois vi-te seres fumo, &lt;br /&gt;nevoeiro dos meus parasitas&lt;br /&gt;raiz que me habitas. &lt;br /&gt;Sabia que não, &lt;br /&gt;que não eras mais; &lt;br /&gt;que não foste até mim estender a mão &lt;br /&gt;e sorrir &lt;br /&gt;com o resto do meu serão. &lt;br /&gt;Sabia que não, pastor; &lt;br /&gt;sabia que não me segurarias na face &lt;br /&gt;como sustento da minha agrura&lt;br /&gt;alento de doçura. &lt;br /&gt;E vi-te sair de mim, &lt;br /&gt;a atravessares o meu corpo&lt;br /&gt;pela invisibilidade dos meus poros&lt;br /&gt;invertendo o ciclo explosivo&lt;br /&gt;de poder sonhar contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silencio: &lt;br /&gt;a música dos que amam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que sim. &lt;br /&gt;Deixei-me estar à janela &lt;br /&gt;Mas nunca mais o nevoeiro &lt;br /&gt;ganhou a forma do teu corpo&lt;br /&gt;morto&lt;br /&gt;para sempre prisioneiro.&lt;br /&gt;Vem a ternura. &lt;br /&gt;A ternura que não esculpiu mais a cura&lt;br /&gt;devolvendo a sombra que perdura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendi um palco para te dançar&lt;br /&gt;Corri cada canto da beira daquela janela&lt;br /&gt;à escuta dos rufos da chegada&lt;br /&gt;por meio do medo e da ânsia: &lt;br /&gt;da liberdade e da fúria:&lt;br /&gt;nada.&lt;br /&gt;nada.&lt;br /&gt;nada. &lt;br /&gt;A cada aurora&lt;br /&gt;numa lágrima suspensa fechada&lt;br /&gt;recebo potes ocos com vento&lt;br /&gt;desenhados pelos dedos do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah fúria por nunca te ter tido, &lt;br /&gt;por te ter sentido &lt;br /&gt;e isso ter-me moldado e perdido &lt;br /&gt;todo o fervor dos oceanos&lt;br /&gt;todas as nuvens que coleccionei &lt;br /&gt;para te mostrar que o abstracto &lt;br /&gt;tem o teu rosto gravado. &lt;br /&gt;Molesto agora a revolta dos cumes. &lt;br /&gt;E durmo nos passeios. &lt;br /&gt;E continuo a aguardar pelos batuques, &lt;br /&gt;espasmos mortais que imagino &lt;br /&gt;a descerem o véu esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é tua a corrida repetitiva até à exaustão; &lt;br /&gt;não é suficiente chicotear as fraquezas &lt;br /&gt;e responder com o eco da solidão; &lt;br /&gt;não chega enaltecer esse traço negro&lt;br /&gt;essa tela escura, &lt;br /&gt;ruptura, &lt;br /&gt;em ameaças letais. Quero mais.&lt;br /&gt;Mais: &lt;br /&gt;viver desafiando a origem, &lt;br /&gt;viver pela procriação desmedida dos teus vultos &lt;br /&gt;perpetrados em cada uma das fendas da nossa ausência. &lt;br /&gt;Viver assim, &lt;br /&gt;sem mim, &lt;br /&gt;a  troco de cada sinalética do núcleo transversal &lt;br /&gt;pela incerteza de saber que existes &lt;br /&gt;que me procuraste, mas nunca me viste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-7928577520210433047?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/7928577520210433047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=7928577520210433047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7928577520210433047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7928577520210433047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2010/02/ah-furia-que-te-persigo-e-te-levanto.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-7767899437355115769</id><published>2010-02-05T13:43:00.001Z</published><updated>2010-02-05T13:43:59.598Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vejo. O rasto de um sossego na plantação lá longe.&lt;br /&gt;Sopro. O teu murmúrio no movimento em sucção.&lt;br /&gt;Canto. Um sorriso oferecido que escorrega do grito invertido.&lt;br /&gt;Oiço. As falésias que me perseguem onduladas por chamamentos.&lt;br /&gt;Encerro. A distância que nos segrega, o peso que nos mantém vivos.&lt;br /&gt;Escondo. A pobreza; a resignação; os bocejos.&lt;br /&gt;Potencio. O túnel da solidão como acolhedor da sublimação.&lt;br /&gt;Silencio: A morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-7767899437355115769?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/7767899437355115769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=7767899437355115769&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7767899437355115769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7767899437355115769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2010/02/vejo.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-1682247398443006257</id><published>2009-12-30T12:31:00.003Z</published><updated>2009-12-30T12:35:17.878Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O medo arregaçou-me. Quis que perseguisse uma onda de suspiros que fumam.&lt;br /&gt;Disse-me: vem conquistar o meu antro de fertilidade. E eu fui. Não fecundei. Fui.&lt;br /&gt;Riu-se de mim; o medo. Riu tanto. E eu fiquei. Fiquei assim: fiquei cega com ânsia de te sorrir. Dobrei a esquina e fiz-me sal: sal que me molha e rega e foge para o interior.&lt;br /&gt;Pausa.&lt;br /&gt;O medo apoderou-se. Quis que cantasse o teu som – aquele que sabemos de cor.&lt;br /&gt;Disse-me: é hora. É hora de te dar o que sou na melodia seguinte, nos braços ferrados, cerrados de amor. E bebeu de mim. Jurou cumplicidade. Jurou tanto. &lt;br /&gt;Fiquei grande com tremuras de pequenina. Soltei o peito e brotou de ti, que estás longe, um refugo de tempestades invisíveis que espancam e ferem o nosso espaço tão curto.&lt;br /&gt;É mais disto do teu tempo que perco na essência das coisas sem sentido e sem paz e sem segundos reais. &lt;br /&gt;O medo. Sempre o medo a quebrar as barreiras da existência.&lt;br /&gt;Sem tempo. O tempo de  pintar a gosto um passeio encadeado nos movimentos ondulantes dos nossos corpos – segredos – que escolhemos não pensar.&lt;br /&gt;A galope.&lt;br /&gt;O medo olhou-me. Olhei o medo. E assim ficámos nas eternidades cavalgantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-1682247398443006257?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/1682247398443006257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=1682247398443006257&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1682247398443006257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1682247398443006257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2009/12/o-medo-arregacou-me.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-8620200916806792390</id><published>2009-12-30T11:42:00.000Z</published><updated>2009-12-30T11:43:05.838Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Viver para fora para, a seguir, respirar por dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-8620200916806792390?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/8620200916806792390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=8620200916806792390&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/8620200916806792390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/8620200916806792390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2009/12/viver-para-fora-para-seguir-respirar.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2328998720468578925?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2328998720468578925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2328998720468578925&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2328998720468578925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2328998720468578925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-4722430107798219682</id><published>2009-05-08T07:34:00.004Z</published><updated>2009-05-08T07:39:21.483Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tantas horas em silêncio nos vácuos dos desenhos por escrever.&lt;br /&gt;Tantos minutos, tantas vidas.&lt;br /&gt;Existo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lV3SHBFyDZM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" 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type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4722430107798219682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2009/05/blog-post.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-5841652455329960905</id><published>2008-10-21T07:37:00.000Z</published><updated>2008-10-21T07:38:20.971Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204); font-family: verdana;"&gt;Fervilhas pela dor do querer nocturno, despejas a cólera por um imenso intenso calor de vozes salgadas, prometes que os verões serão sempre assim e cais a meus pés conjugado pelo movimento encorrilhado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204); font-family: verdana;"&gt;Juras que o sal não pede perdão e apenas refresca a vontade do ouro, ancorada nesse limiar doce a que chamamos degelo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204); font-family: verdana;"&gt;Corres pela estrada e não olhas para o fogo, nem ameaças as lanças da menina selvagem que julgaste perder. Queres tudo, como se a boca coubesse num trago, no nosso lume de amor; e a vida acontece na nudez do teu corpo suave; e o desaparecimento invade a sombra porque também as cores se disfarçam à chuva e o meu ego adormece contigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204); font-family: verdana;"&gt;Pára o silêncio com a mão que embala os traços. Paras tu. Paramos nós. Para que o tempo se descubra e se abra, para que as letras se fundam em âmagos, para que a música retorne intacta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-5841652455329960905?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/5841652455329960905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=5841652455329960905&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/5841652455329960905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/5841652455329960905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/10/fervilhas-pela-dor-do-querer-nocturno.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-7392548022441703426</id><published>2008-07-11T09:33:00.001Z</published><updated>2008-07-11T09:40:25.848Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dedilho seda no escorrega da noite.&lt;br /&gt;Aconteceu Aconteceu a tristeza arrumada no trilho&lt;br /&gt;E quem disse&lt;br /&gt;quem disse que a água evapora os espaços&lt;br /&gt;negros?&lt;br /&gt;Mexo os dedos rasos&lt;br /&gt;dor pela saliva no teu barco&lt;br /&gt;Os lemes navegam no mastro&lt;br /&gt;quebrado, Segues longe&lt;br /&gt;longe perdido longe&lt;br /&gt;O toque floresce&lt;br /&gt;do rasgo chamando a redenção:&lt;br /&gt;não te devo arrependimentos de sobras&lt;br /&gt;laços que fomos quebrando&lt;br /&gt;indisposições de ouvidos&lt;br /&gt;do prato que quisemos lavar&lt;br /&gt;a partir o caminho que se negou a consumir&lt;br /&gt;Salta e dança e salta e vira o teu rosto para o meu&lt;br /&gt;e delicia a maré com as ondas&lt;br /&gt;navegador do meu pó revolto&lt;br /&gt;caixão que me escolhe por branco&lt;br /&gt;e me tem e me é.&lt;br /&gt;A seca desdobra-se na descida&lt;br /&gt;corpo vazio&lt;br /&gt;O vento pega na vida&lt;br /&gt;fecha a liberdade num nódulo esguio&lt;br /&gt;repete o gene&lt;br /&gt;mata: constrói as harpas à troca do frio.&lt;br /&gt;Não sei escolher a salubridade pela voz&lt;br /&gt;amarrotar a pele sem os teus poros&lt;br /&gt;E galopo pela gruta acima&lt;br /&gt;calcorreando as verdades&lt;br /&gt;tontices&lt;br /&gt;que se fundem para se amar&lt;br /&gt;Está abafado&lt;br /&gt;aqui no cume que aquece a ausência&lt;br /&gt;O barco voa sem ti&lt;br /&gt;na imagem e nos escombros&lt;br /&gt;lindo revólver que por dentro escondi&lt;br /&gt;Mato-me tantas vezes&lt;br /&gt;e tantas vezes renasço&lt;br /&gt;sonho-me tão pouco&lt;br /&gt;e tão pouco me acho.&lt;br /&gt;Não és tu o segredo do que ofereço&lt;br /&gt;não és tu a parte da parte que me cobre&lt;br /&gt;não somos nós&lt;br /&gt;não somos nós&lt;br /&gt;A morte vira-nos as costas&lt;br /&gt;senta-se por cima das ondas&lt;br /&gt;e leva a cauda ao fundo.&lt;br /&gt;Onde vais?&lt;br /&gt;Nessa jangada de madeira que lancei ao mar?&lt;br /&gt;Nesse mar que trago na mão e que beijo?&lt;br /&gt;Ou&lt;br /&gt;Ou por tão simples destreza de ser&lt;br /&gt;As folhas são os poemas que te fazem nascer?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-7392548022441703426?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/7392548022441703426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=7392548022441703426&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7392548022441703426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7392548022441703426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/07/dedilho-seda-no-escorrega-da-noite.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-5583702447986791287</id><published>2008-05-15T09:22:00.001Z</published><updated>2008-05-15T09:22:58.650Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(255, 255, 204);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Limpeza. Pureza. Recomeço. Branco. Conforto individual. Escolha pessoal. Violinos. Um piano. Uma voz. Respirar. Sentir. Crescer. Partir para regressar. Regressar ao mesmo sítio. Encontrar as mesmas coisas. As coisas que deixámos. Abrir a porta e olhar. Poisar as malas e sentir. Sentir o nosso espaço em nós. Nós: na certeza. Nós: nós atados sem lágrimas; nós desatados pela cumplicidade das nossas mãos. Nós: eu e tu a perdurar nos dias. Nós: juntos sem o limbo do medo. Nós e os sorrisos. Nós e a paz. Nós e a vida. Os ombros sem peso. As palavras sem letras. As letras que são quatro: amor. Amor. Amor. Amor. Amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-5583702447986791287?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/5583702447986791287/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=5583702447986791287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/5583702447986791287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/5583702447986791287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/05/limpeza.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-2695921255887380259</id><published>2008-04-21T22:28:00.000Z</published><updated>2008-04-21T22:29:49.709Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-size:85%;" &gt;Por momentos imaginou beijá-lo. Olhou para os lábios com especial atenção: os contornos, a textura, a forma como se mantinham intactos à espera da boca certa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Distraído, passava a língua no pedaço superior: pedaço: pedaço de desejo. Os dois homens conversavam e ela imaginava esse encontro. Lá: no pedaço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;É frequente imaginar-se a beijar alguém. Gostava de ser uma fada de beijos para poder poisar de boca em boca, sem ter que explicar ou ser provocadora de outras quaisquer sensações. Não há nenhum tipo de excitação sexual perversa nisso. É o poder da sensualidade no toque; é o impacto de uma primeira sensação; é o respirar acelerado no momento da passagem sussurrada; é sentir com exactidão, num único segundo, toda a sensibilidade do arrepio humano. Gosta da ideia dessa beleza quase virgem que poderia oferecer se fosse transparente e pudesse beijar tudo e todos os que deseja. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O diálogo. Dois homens. E ela. Naquele instante só ela nos lábios: a fada dos beijos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mas tão depressa a ideia a acolhe e ela se perde, como tudo se dissipa no encalhe da realidade. Uma realidade muito simples: não o pode fazer. As escolhas são isso mesmo – castrações do ímpeto humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;- Adeus, Gil. Até uma próxima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;- Adeus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;- Adeus Fada, foi um prazer beijá-la. Volte sempre. Sempre.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2695921255887380259?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2695921255887380259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2695921255887380259&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2695921255887380259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2695921255887380259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/04/por-momentos-imaginou-beij-lo.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-2790883545843564796</id><published>2008-04-15T21:25:00.001Z</published><updated>2008-04-15T21:29:38.925Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Olhar-me. Ver-me sem pestanejar. Gosto? Do que vejo no branco. O resto é acessório; é empecilho; é imagem.&lt;br /&gt;Olhar. E descobrir o porquê. E saber que a casa me espera. Gosto? Do que abraço à frente. O resto é ilusório; é frivolidades; é imagem.&lt;br /&gt;Ver. E sentir no seio um aperto. E querer que me abraces na viagem em que nos vamos perder. Gosto? Dos sorrisos de boca cerrada. O resto é o sufoco que me retira o ar; é impossibilidade de vida; é imagem.&lt;br /&gt;Estar cansada é pouco.&lt;br /&gt;Olhar-te. Ver que algo está errado. Saber que negas alguma coisa ou alguém. Gosto? Gosto-te. O resto é paisagem; é cor; é retrato.&lt;br /&gt;Ver-te. E deixar-te só na distância. E afugentar os meus medos com a tua solidão. Gosto? Gosto-te. O resto é passeio; é voz; é retrato.&lt;br /&gt;Estar cansada é pouco.&lt;br /&gt;Abocanhar. Querer o mundo num só trago. Fechar os olhos e viver do sumo interior. Pernoitar nos riscos que largas ao toque das cordas. E saber que amo a complementaridade das palavras que não dizemos, das vozes que calámos por ser tão doce a entrega pelo respirar.&lt;br /&gt;Olhar-me. E ver-me como metade de um rosto que é teu. Ver-me. E arrancar do peito o coração que palpita para te dizer: é teu; leva-o. E depois poder descansar, por fim, até que a luz se apague e os monstros me construam o leito onde repousarei ao abrigo do teu corpo quente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2790883545843564796?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2790883545843564796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2790883545843564796&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2790883545843564796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2790883545843564796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/04/olhar-me.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-7878581313504749392</id><published>2008-04-01T21:38:00.003Z</published><updated>2008-04-01T21:44:37.290Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A beleza. A fragilidade. E a intensidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O interior: o olhar por dentro: ver. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A simplicidade. O toque. E a arte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O amor: o  sentir por inteiro: ser.&lt;br /&gt;Num só fragmento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_Zj55gaAgM4&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_Zj55gaAgM4&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-7878581313504749392?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/7878581313504749392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=7878581313504749392&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7878581313504749392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7878581313504749392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/04/beleza.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-2323409469781004351</id><published>2008-03-28T00:40:00.002Z</published><updated>2008-03-28T00:44:29.692Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Não olhou. Não disse absolutamente nada. Permaneceu intacto e inerte e sem vida. Vestiu o casaco e saiu.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Passeava na rua. A garrafa estava já vazia; o tronco despido. Continuou e, por três vezes, repetiu o percurso à volta do parque.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sorria. Sorria muito; sorria sempre: voava até. Procurava o sopro em cada toque. Quis parar de mexer os lábios e foi aí que decidiu morrer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estava frio. Pensou, Ainda bem que vesti o casaco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Ia para casa, como em tantos outros dias em que o frio não aquece, em que o sol se esconde raiado nos dentes. Apertou-se; apertou-se muito e sentiu os ossos a gemerem: era a dor a marcar presença num corpo esguio. Pensou. Pensou que queria estar ali, entre o frio e o desejo de não estar quente. Até que a viu. E parou.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Andar faz-me bem., pensou de si para si. Tronco despido, seios fartos, costas bem desenhadas a chorarem por aconchego. Mas eram só as costas: só as costas choram e se encolhem e clamam por abrigo. O peito é a vida aberta para que o mundo se sugue e se consuma enquanto os pianos procuram o ouvido certo nas mãos perfeitas. Mas ela sabe disso. E sabe também que são os pés que a chamam: vá, S., abre a dor.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Decidiu morrer, não por uma qualquer leviandade; decidiu morrer porque estava já velha. E cansada também. Cansada de vacilar entre o chão e o vento; cansada de andar à deriva na espera que o toque de alguém lhe pudesse dar um outro rumo; cansada de correr riscos. Porque não, pergunto? Porque não decidir morrer quando os sopros já não nos dizem nada?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Pegou-lhe com jeito. Sentiu o calor a calcorrear os nervos, formigueiro no cérebro, frios filhos de chamas. Ainda assim pegou-lhe. Olhou-a com doçura. Olhou e viu-a tão pálida e tardia num amor acelerado. Ofegante, gesticulava. Media a densidade do ar com a saliva que escorria. E percebeu. Não morras., pediu.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Ela olhava ainda nua e os pés a chamá-la. Não., repetia com persistência, Não vou abrir a dor. Olhou para o homem do casaco: aflito. Chegou perto e viu-o: aproximou-se e sentiu aquele calor doentio, quando só o frio os podia aquecer.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;O que foi?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;São os pés que querem que eu abra a dor.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porque não decidir morrer quando os sopros já não nos dizem nada?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Não morras., disse-lhe o homem do casaco.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;São os teus pés que te estão a chamar?, indagou S.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);"&gt;Porque não?, falou-lhe a folha.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;O homem apertou-a. Virou-se para S., falou-lhe do cansaço da folha e fez o pedido, Deixa-me só salvá-la. Depois chorou.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;E ela esperou.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E ele percebeu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2323409469781004351?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2323409469781004351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2323409469781004351&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2323409469781004351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2323409469781004351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/03/no-olhou.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-4897019235842015445</id><published>2008-03-25T01:22:00.004Z</published><updated>2008-03-25T01:59:13.261Z</updated><title type='text'>À Inês.</title><content type='html'>&lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passeia por ti livremente,&lt;br /&gt;a formiga que faz rir&lt;br /&gt;o teu corpo inocente.&lt;br /&gt;Passeia por ti,&lt;br /&gt;pelos ombros desenha carreiros,&lt;br /&gt;nas picadas cultiva cheiros.&lt;br /&gt;Passeia por ti livremente,&lt;br /&gt;a formiga do outro lado da rua,&lt;br /&gt;a rua que é parte do braço,&lt;br /&gt;a rua que termina na dobra do inchaço:&lt;br /&gt;Hematoma? Quisto sebáceo?&lt;br /&gt;Como seguir?&lt;br /&gt;De que forma poderei ir?&lt;br /&gt;E agora a formiguita,&lt;br /&gt;que pesada e triste está,&lt;br /&gt;traz sobre si o peso&lt;br /&gt;da passagem que não há.&lt;br /&gt;Não desiste de pensar,&lt;br /&gt;corre à volta,&lt;br /&gt;procura achar,&lt;br /&gt;mas a pobre pequenita&lt;br /&gt;já está quase a soluçar.&lt;br /&gt;Do outro lado da artéria,&lt;br /&gt;está a velha que produz:&lt;br /&gt;olá amiga, mas que tens,&lt;br /&gt;carregas o diabo na cruz?&lt;br /&gt;A pobrezita lá explica&lt;br /&gt;tamanha preocupação&lt;br /&gt;e na velha espevita&lt;br /&gt;de imediato, resolução:&lt;br /&gt;De que adianta chorar&lt;br /&gt;prostrada perante a questão?&lt;br /&gt;Se a montanha é problema&lt;br /&gt;remove-a e ergue-a do chão.&lt;br /&gt;A formiga já não chora&lt;br /&gt;rebola a rir com a canção&lt;br /&gt;e no encalço da lenga-lenga&lt;br /&gt;diz que é mera provocação.&lt;br /&gt;Mas a velha não desiste&lt;br /&gt;e lança nova acusação:&lt;br /&gt;Trabalhadora como te sei&lt;br /&gt;não reconheço a negação&lt;br /&gt;levanta o queixo e pensa já&lt;br /&gt;na tua própria contribuição.&lt;br /&gt;E assim a formiguita, formiguinha&lt;br /&gt;deixou a pena para a galinha:&lt;br /&gt;pôs as mãos para afastar&lt;br /&gt;aquele monte do lugar.&lt;br /&gt;Feliz, sem mais demora&lt;br /&gt;continuou, qual corpo fora&lt;br /&gt;confiante pela madrugada&lt;br /&gt;a formiguinha chegou ao leito&lt;br /&gt;para repousar descansada.&lt;br /&gt;Ouve o repto que te lanço&lt;br /&gt;enquanto no teu corpo me deito:&lt;br /&gt;Tu, que és casa que o mundo habita&lt;br /&gt;sente o que a vida te reservou&lt;br /&gt;se queres o céu acredita&lt;br /&gt;se queres chorar é pelo voo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-4897019235842015445?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/4897019235842015445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=4897019235842015445&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4897019235842015445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4897019235842015445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/03/ins.html' title='À Inês.'/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-7555203018656858513</id><published>2008-03-18T00:02:00.001Z</published><updated>2008-03-18T00:06:03.570Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sufocas-me. Sufocas-me tanto. Grito-te: pára. E fujo para a gruta das certezas. Não quero que sejas o centro. A gravidade por que todos anseiam. O sono que escasseia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lavo-me de ti: no corpo já só trago a nudez quebrada. Sei que sou partícula sem força e que tudo em ti é emancipação. Mas eu não gosto: não gosto dessas tuas paredes. Não gosto de as sentir cá dentro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Insistes; insistes em dançar à minha volta. Nos rodopios agregas tudo o que se movimenta perdido. Não quero: não te quero. Liberta-me, deixa-me passear pelos muros frágeis; deixa-me prometer aos rios a cor; deixa-me já: sufocas-me.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pinto os lábios. Entre os espaços que restaram dos poros, tu. As partículas suspensas: presas ao canto que te seduz. Deixa-me. Devolve-me, peço. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já se me secaram as dores, troquei-as por feridas expostas ao sol. Deixo-as sangrar em tornados e rio-me. Rio-me com prazer, até. Rio-me enquanto apanho as flores que hei-de levar no dia do teu caixão. Será o Dia do Teu Caixão. E tu nem sabes. Nem sabes, sabes? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É essa a voz que me é muda e corteja a vindima. É essa a saudade que me abraça quando apanho os cachos e bebo das parras. Um dia destes vou acordar cedo: junto as uvas às flores e deito-as a todas no regaço, esfregando pelo peito o triunfo do cansaço. Depois, alinhada com o horizonte, coberta pelos ossos onde durmo desfilarei só para te ver morrer; colocarei nos passos a vaidade. Será o Dia do Teu Caixão. Está próximo: não imaginas, mas o descanso está próximo, sem a gravidade no leito da terra seca. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vou espreitar. O lagar está pronto: espera por mim endoidecida. Canto. Entro nessa redoma empedrada que dará à luz as cordas da tua leviana vontade. É isto: é aqui que o templo acolherá a cria. Será aqui que os meus olhos te vão ver a contemplar a distância de um beijo, o desejo que já não vive.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No fim, o dos meus dias, caminharei ao largo do teu corpo já extinto. No fim, o dos teus dias, perceberás: só assim  se oferece a liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-7555203018656858513?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/7555203018656858513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=7555203018656858513&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7555203018656858513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7555203018656858513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/03/sufocas-me.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-39199296695441585</id><published>2008-03-16T16:04:00.004Z</published><updated>2008-03-16T18:17:46.953Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Olho-te. Olho-te e penso nessa forma tão sublime que é amar-te por inteiro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gostava de ser realmente bonita, sabes? Como tu, num misto de contemplação e desejo. Como se só isso nos pudesse ancorar juntos para sempre. Penso em nós e em como tudo é tão frágil. Uma simples movimentação astral pode-te levar de mim. A ti, que te amo simples e com toda a intensidade. Então repito muitas vezes a pergunta: Como? Como é que poderia ser bonita? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sabes como costumamos sentir o mundo? Era assim que eu gostava de ser bonita. E depois? Depois sairia iluminada por essas ruas fora com o brilho do esplendor, a perfeição de um rosto, o corpo que caminha singelo. E depois? Depois deixaria de pensar na fragilidade que assombra o nosso amor. Porque estarias a ver por fora tudo aquilo que cultivo cá dentro. Gostava que visses tudo isso em mim. E que só isso fosse a lâmina que te acutila qualquer passo atrás. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nas conversas que temos, olhas-me muitas vezes de forma especial: páras só para me ver, só para me amar. Sei que fazemos amor apenas com o toque dos teus olhos sobre os meus. Mas depois há o rasgo; há o rasgo do que penso sobre o que sou; há o rasgo que me faz ver por fora. Mas depois lembro-me de mim ao espelho e escondo-me; fujo; refugio-me cá dentro. Penso que só o brilho poderá transformar a cruel aparência. Banho-me de silêncios e viagens para cultivar, polir, amar tudo o que não sou por fora. Pergunto-te: Como é que se faz isso de fora para fora? Dizes que não dá, que só o que vem de dentro ilumina o que está ao alcance da vista. Pergunto-te: será real? Amas-me mesmo? E tu voltas a ver-me e dizes que nunca o deixaste de fazer. E eu volto a usufruir dessa plenitude que é ter-te a meu lado na intensidade do que és. Dizes que sou linda. Selas as minhas dúvidas com um beijo. Digo-te que sim. Abraço-te e digo-te que sim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-39199296695441585?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/39199296695441585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=39199296695441585&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/39199296695441585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/39199296695441585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/03/olho-te.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-1490715019922468020</id><published>2008-03-12T00:44:00.003Z</published><updated>2008-03-16T16:04:49.518Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: verdana; color: rgb(255, 255, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Espasmos. Pedaços de alimento torturados no vácuo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: verdana; color: rgb(255, 255, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pintas. Fragmentas o tom da nossa solidão. Passeias lá fora e eu, eu retenho de ti todas as formas com que coloriste o nosso amor. Os traços são pouco nítidos: para perceber preciso de fios condutores, como naquele dia em que quisemos saltar o muro da dona Graça, lembras-te? E roubámos maças para comermos deitados na relva, junto ao sobreiro longínquo que fazia parte do nosso imaginário. Lembras-te? Tudo isso partiu contigo. Evoco apenas as partes que me são musculares para a sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: verdana; color: rgb(255, 255, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sou imperfeita, eu sei. Sou a chuva que não acaba, sou as gotas que evitas no suor dos nossos dias. Mas escuta: os traços abstractos em que me defino transformam o nada numa imensidão que procuro compor. Não há vazio que me diga o contrário. Não há amplitude que se estranhe mais do que o próprio estalar dos dedos quando já nem as mãos sentimos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: verdana; color: rgb(255, 255, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estou cansada, cansada das luzes ténues que nos banham a fraqueza: não faz diferença a fuga. Não faz. E na doce loucura em que respiro pela continuação do teu sopro nada fará deter o enxame de partículas que nos definem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: verdana; color: rgb(255, 255, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mexo-me agora um pouco, dessa cama que me sustenta e me entende; não estás: passeias lá fora. E os pincéis continuam a pingar o nosso amor. Olho as pegadas no rasto do chão: percebo como se movimenta a inversão de um fogo já extinto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: verdana; color: rgb(255, 255, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem pestanejar, sequer, sugo a diferença que acalenta a crença. Sim, sou loucura já consumada; sim, o fim que temia está perto do quadro que deixaste inacabado. Por todo o lado há vultos e ladrões. Digo-lhes que não: que o cansaço não encolhe o perdão. Que estou nos braços da decadência profana, da decadência que acolhe e ama. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: verdana; color: rgb(255, 255, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vejo-te: passeias lá fora; sempre fora de mim. E eu cá dentro; no interior da verdade que dói; tolhida do espaço que já não é teu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; font-family: verdana; color: rgb(255, 255, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há sempre uma razão, dizes. Há sempre a razão, digo. Mas as memórias parecem falhar o percurso da complementaridade. E só o silêncio define o conforto com que dois olhares se amam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-1490715019922468020?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/1490715019922468020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=1490715019922468020&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1490715019922468020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1490715019922468020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/03/espasmos.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-251067627150484739</id><published>2008-02-26T23:09:00.006Z</published><updated>2008-02-28T10:13:00.125Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ai se eu pudesse,&lt;br /&gt;ai se eu pudesse invadir esse ar&lt;br /&gt;Ai se eu pudesse&lt;br /&gt;se eu pudesse destruir e enterrar&lt;br /&gt;a existência como minha maldição&lt;br /&gt;endoidecer com um trago de vinho&lt;br /&gt;e o vinho ser tão somente o chão.&lt;br /&gt;Ai se eu pudesse&lt;br /&gt;se eu pudesse ir ao fundo&lt;br /&gt;e trazer desse mundo&lt;br /&gt;numa gota a força cruzada&lt;br /&gt;pelos remoinhos da chuva cerrada.&lt;br /&gt;Ai se eu pudesse&lt;br /&gt;se eu pudesse&lt;br /&gt;jorrar o sal que deixei no caminho&lt;br /&gt;Ai se eu pudesse&lt;br /&gt;cobrir o cais de abandono sozinho&lt;br /&gt;e guardar no bolso um naco de lembrança&lt;br /&gt;como quem quer perpetuar a pujança.&lt;br /&gt;Ai se eu pudesse,&lt;br /&gt;ai se eu pudesse&lt;br /&gt;fazer do globo&lt;br /&gt;o teu manto de sangue turvo&lt;br /&gt;e ver nos olhos o trigo dos ecos&lt;br /&gt;o sol dos Entrudos&lt;br /&gt;palavras soltas de poetas sem rumo.&lt;br /&gt;Ai se eu pudesse&lt;br /&gt;cair depois de uma noite sem luz.&lt;br /&gt;Subir pelo ramo da voz que  seduz.&lt;br /&gt;Ai se eu pudesse,&lt;br /&gt;se eu pudesse&lt;br /&gt;estar lá em cima pra te poder matar&lt;br /&gt;com o tiro de quem está a definhar&lt;br /&gt;e ser eu a origem da doença&lt;br /&gt;pela verdade de teres sido a crença.&lt;br /&gt;Ai.&lt;br /&gt;Ai, se eu pudesse&lt;br /&gt;atirava tudo isso lá para fora&lt;br /&gt;e guardava no papel o recado:&lt;br /&gt;esse momento&lt;br /&gt;O momento&lt;br /&gt;o do meu fado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-251067627150484739?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/251067627150484739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=251067627150484739&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/251067627150484739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/251067627150484739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/02/vozes-encorrilhadas-no-tapete-curvando.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-6185214368027407153</id><published>2008-01-22T04:44:00.000Z</published><updated>2008-01-22T04:49:21.192Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(255, 255, 204);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Meretriz.&lt;br /&gt;Oscilante entre o sim e o não,&lt;br /&gt;entre os extremos que me tornam pobre,&lt;br /&gt;entre todos os pedaços de pão.&lt;br /&gt;Foste tu que os deixaste,&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;que largaste a côdea intacta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E seguiste. E seguiste.&lt;br /&gt;Desvaneceste&lt;br /&gt;entre as nuvens que não vi.&lt;br /&gt;Vou lá. Quero comer: senti.&lt;br /&gt;Vou lá: dou uma corrida e fito&lt;br /&gt;o alimento&lt;br /&gt;a escassos centímetros de ti.&lt;br /&gt;Estou presa ao olhar.&lt;br /&gt;E bastava esticar&lt;br /&gt;um pouco mais o pescoço, sabes?&lt;br /&gt;Espreito o dorso. Respiro em vão.&lt;br /&gt;Suspiro.&lt;br /&gt;Suspiro. Retenho o odor.&lt;br /&gt;Viro as costas, agacho-me e quebro.&lt;br /&gt;Perdida, sem saber onde é a vida.&lt;br /&gt;Estão ali as migalhas.&lt;br /&gt;E como eu as quero&lt;br /&gt;no meu embalo de sem-abrigo das cores.&lt;br /&gt;Sou o relento do que falas.&lt;br /&gt;Como se o líquido penetrasse na sombra&lt;br /&gt;e o meu peito se enchesse do sopro.&lt;br /&gt;Sou um gesto:&lt;br /&gt;toda eu movimento que ondula&lt;br /&gt;sobre a pele que sobrou do nosso beijo.&lt;br /&gt;Abraço-te por dentro:&lt;br /&gt;no rancor, filtro dos dias,&lt;br /&gt;nas confidências que guardámos com afagos.&lt;br /&gt;As migalhas - lá: coexistem.&lt;br /&gt;A delícia de as poder ver&lt;br /&gt;sem que do chão brote a saudade.&lt;br /&gt;Limpas-me os olhos, dizes que não.&lt;br /&gt;Deixo que me leves&lt;br /&gt;e percebo&lt;br /&gt;como fujo desse pão.&lt;br /&gt;Arremesso em força, sinal de negação.&lt;br /&gt;As fagulhas multiplicam&lt;br /&gt;a cápsula térmica do vácuo.&lt;br /&gt;Sou puxada.&lt;br /&gt;Levada em submissão.&lt;br /&gt;Não aguento mais&lt;br /&gt;ser o dedo da acusação.&lt;br /&gt;E é o crepúsculo a chegar&lt;br /&gt;E é só a vontade a anunciar&lt;br /&gt;A lágrima na lei da pertença:&lt;br /&gt;de quem serei?&lt;br /&gt;Vencida.&lt;br /&gt;entre o que penso pensar só de mim.&lt;br /&gt;Despida.&lt;br /&gt;A apodrecer o enredo&lt;br /&gt;Surda no segredo.&lt;br /&gt;As promessas não dormem ao relento.&lt;br /&gt;E os sorrisos não falam assim.&lt;br /&gt;Expludo-me aberta,&lt;br /&gt;numa contemplação&lt;br /&gt;que procura juntar as tristezas.&lt;br /&gt;Lanço uma, lanço duas: estou a ver, estou a ver.&lt;br /&gt;Estou a ver as chamas no ar.&lt;br /&gt;O silêncio deseja-me;&lt;br /&gt;quer-me amar.&lt;br /&gt;É errado vacilar?&lt;br /&gt;É loucura ser a fruta do orvalho?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-6185214368027407153?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/6185214368027407153/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=6185214368027407153&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6185214368027407153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6185214368027407153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/01/meretriz.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-6903571854224424580</id><published>2008-01-17T00:23:00.000Z</published><updated>2008-01-17T00:26:06.433Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(255, 255, 204);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Os sonetos entraram no crepúsculo. Disseram que rompiam o manto para poderem enroscar-se nos acentos. Graves, agudos e sem linhas, avançam para o sinal dos medos. Eu vi. Vi que o escuro brilhava na neve e que o bocejo se mascarava na terra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 255, 204);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Ao redor, pedaços de figuras desconexas desejam embriagar o solfejo. Vão e voltam à procura da espinal-medula. A fragilidade impele a brusca delicadeza do refinamento, comentam eles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 255, 204);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Eis a entrada; a porta aberta que não vacila; a seriedade que se esvai no fumo. Os sonetos abanam, irrompem dos gracejos que oiço sem pedir perdão. Um deles decide pôr um pé: ouve-se o desafino. Uma nota num saco perdido. Os outros emitem-lhe um eco. Não querem que se sinta só. Encorajam: vai, vai. E ele olha para trás e aponta, trémulo: é o sinal dos medos. Os sonetos reúnem-se, conferenciam &lt;st1:personname productid="em murm￺rio. Escuto" st="on"&gt;em  murmúrio. Escuto&lt;/st1:personname&gt;, fecho os olhos para perceber a sonoridade &lt;st1:personname productid="em c￳digo. De" st="on"&gt;em código. De&lt;/st1:personname&gt; um lado o desafino ao sabor do atrevimento; do outro a constelação de burburinhos. O conjunto? Como se de um piano fardado se tratasse, marchando sob o talento. Subitamente um dó. Um dó de quem não chora. Um dó sem piedade. Treme a terra: abalo boreal. O corajoso soneto já não está à porta do medo. Foi sugado, absorvido. Lá dentro nada é. Nem o vazio se permite falar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 255, 204);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;O ar empalideceu. As figuras cegaram o orgasmo. O caminho enrugou-se e selou as fronteiras. Os sonetos pintaram o rosto e quiseram que a tela se despenhasse quando do suspiro renascessem as valquírias. Virgens poderosas do morteiro incandescente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-size:85%;" &gt;Estou sentada. Debruçada sobre os meus próprios pés, qual pedinte que requer cuidado aproximado. Estou desarmada. Abraçada naquela ânsia intermitente, qual poeira submissa num caixão sem pregos. Inspirar: expirar. E assim espero; e assim espero.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-6903571854224424580?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/6903571854224424580/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=6903571854224424580&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6903571854224424580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6903571854224424580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2008/01/os-sonetos-entraram-no-crepsculo_17.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-5798844856370314512</id><published>2007-11-19T06:40:00.000Z</published><updated>2007-11-19T06:49:20.048Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Andar adormecida e querer que o mundo esteja calado e que as pétalas amarguem na boca num andar que se mostra pesado. Os ritmos pausados, as falanges sem voz: falam os elos, falam os outros; marcam o peso das bobines que rodam. E o andar que não se cansa e a vontade que se reclama singela: falam as mãos: fala a loucura: marca a abrangência da consciência que cala. Solução? Olhar na direcção oposta; sempre na direcção contrária.&lt;br /&gt;Dizes-me: anda ver o que escrevi. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Digo-te: não quero, estou cansada. E a verdade é que até queria, mas sou engrenagem que não sente. Então, então digo-te que não para que o caminho se conserve sábio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Insistes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu adormecida e a querer que o mundo esteja calado: Já te disse.&lt;br /&gt;Arrastas-me para as letras: que são tuas. O que escreves é bonito, digo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;São palavras, colhes com orgulho na postura. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Eu sei; são apenas palavras, reitero. São as palavras que não sinto, como teclas que falam baixinho ao som da invasão alheia.&lt;br /&gt;Sou máquina, pessoa adormecida que quer que o mundo se cale e que as horas batam certo, a tarefa com a acção, e o trabalho seja a marcha e a o dever a função. Não aceitas. Não acreditas na transformação dos velhos: finges a cilada. A resiliência dos surdos mata-me. Queres que olhe para essas palavras e eu viro a cara na direcção oposta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Não me diz nada, insisto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E tu não queres saber; queres que eu olhe. Eu olho e não vejo: de que adianta, pergunto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não te posso deixar assim: sem expressão no olhar, fria, sem vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu sou máquina, respondo. Não podes querer dar vida às máquinas porque no processo elas não sabem que têm que inspirar e expirar. E depois, pergunto. E depois? Que faço sem ti para respirar? Tu que me queres dar vida? Prefiro ser máquina; quero ser máquina. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tu olhas-me e ficas inerte. Queres ter a resposta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não queres ver as palavras? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E eu digo que não. Digo que não sem chorar, sem sequer sentir a dor que agora te cresce no olhar. Olhas para o chão que calco; vês sempre as marcas que deixo no peso que me carrega pela matéria que sou. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Peço-te: não caminhes no trilho de um sabor que não é o teu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Dizes-me: Como posso eu amar uma máquina? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Respondo-te: Como posso eu parar apenas para conhecer o amor? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O silêncio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E depois a junção. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Sussurro: Ouve, ouve os tambores a chamarem-nos novamente. Ouve.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-5798844856370314512?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/5798844856370314512/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=5798844856370314512&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/5798844856370314512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/5798844856370314512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/11/andar-adormecida-e-querer-que-o-mundo.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-2317379812772967604</id><published>2007-09-21T23:40:00.000Z</published><updated>2007-09-25T13:50:56.806Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Estou cá fora: espero no carro. Olho para o lado e vejo que saiste sem me deixares um sinal. Espero no carro: espero que desças. Estou nisto há tantas horas. Mas tu não desces.&lt;br /&gt;O perfume percorre os espaços vazios. Esfrego as mãos. Repito a mesma música que deixaste ficar antes de sair. Sabes, já não sei viver sem ela. Se algum dia ousasse sair do carro, o meu corpo seria a locomotiva de embalo pelos toques que desenham o teu tom.&lt;br /&gt;Não me lembro de quando comi: recordo a última vez que aqui estiveste sentada e me disseste Eu já volto. Por isso espero. Tu disseste Eu já volto. Vi três manhãs a nascer. Vi os carros a passar, as pessoas apressadas, as crianças embrulhadas em cascóis e gorros escondendo sorrisos marotos. Vi o frio a espreitar, o sol a imiscuir-se na vida, e o nevoeiro a anunciar a vinda de mais uma noite enrugada. Num desses dias perguntei-me se já terias vindo sem eu ter reparado. Mas depois pensei que estive sempre aqui, à tua espera. Depois alarmei-me: será que a música não me deixou ouvir-te chegar? Poderia ser. Poderia ser que a cor dos teus caracóis fosse a música de que tanto gosto de ouvir. Então olhei para o banco ao meu lado e vi que não estavas. Sorri: claro! Não houve brisa alguma a alongar a minha existência. Se abrisses a porta era isso que eu sentiria: o teu olhar no meu perpetua-me.&lt;br /&gt;Depois deste meu erro, já passaram pelo carro muitas caras; quase sempre as mesmas. Sei que a moradora do 4.º esquerdo sai às oito, quando o sol opta por raiar o tablier do carro onde espero; a família do rés-do-chão está quase sempre atrasada. Os miúdos são os únicos que me conhecem e quando passam abrandam o passo e olham, olham muito cá para dentro. Querem saber se já chegaste. Encolho os ombros e digo que ainda estou à espera. Eles riem-se e dizem-me adeus. Mas eu não desisto. Tu disseste Eu já volto. E eu acredito que vais mesmo abrir a porta e dares-me um beijo, como sempre fizeste. Acredito que me vais segurar na face, acariciar-me e dizeres Desculpa amor ter demorado tanto tempo a perceber que o carro estava aqui e que permaneceste nele à minha espera. Sei que sim.&lt;br /&gt;Já passaram 20 anos e tu continuas sem me trazer o vento. Eu cá estou, sem comida para o corpo, cultivando no amor que me ofereceste um dia as rosas com que te presentearei quando entrares de novo na minha vida e me disseres Vamos prosseguir a viagem?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2317379812772967604?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2317379812772967604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2317379812772967604&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2317379812772967604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2317379812772967604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/09/estou-ao-teu-lado-espero-no-carro.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-4783700797634132523</id><published>2007-09-04T21:41:00.000Z</published><updated>2007-09-04T21:47:51.132Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Virtude em forma de desejo; alma humana no desencanto das cores. A correria. O trejeito muscular que te leva: nas masmorras que encerro. Pesquiso o teu nome na enciclopédia homóloga do desejo. As letras saem e tingem-me. Fico pedaço de pano escorraçado pelas lavagens insípidas. Um sino aqui, na fronteira: um olhar que me retoca as pinceladas na escultura. Mexes-te e levantas-te do pó. Sacodes resquícios de tinta nesse A inacabado de amor. Vejo-me a ficar sem cor. Tu, só tu, com o andar das pedras de granito movimentas o fulgor que os outros arranham. A terra absorve-me toda: lentamente sugada. Membro por membro vou sendo engolida pelos ódios alheios. E escondo-me para ser chão. Abro portas, deixo-te passar; estendo-te o meu tapete de rosas brancas: a teus pés o segredo. À volta um deserto; no estômago a vontade. Sou já um nó que se esmaga pela passagem da tua despedida. Volto-me para dentro onde jaz o candelabro que me ilumina os dias. O que interessa é que as rosas se resplandeçam perante a flutuação do teu sorriso no mundo. Por isso choro muito e a terra humedece; e a terra humedece-se; e a terra suaviza-te na calçada inócua das rosas que brilham. Sou motor de ti sem cor. E vives. E és oásis neste amontoado de areia onde não há música senão a do vazio que encontra pegadas.&lt;br /&gt;- Olha um homem feliz., diz o menino que passa.&lt;br /&gt;O meu sal estremece.&lt;br /&gt;- Olha um homem feliz, mãe., diz o menino que passa.&lt;br /&gt;O meu corpo entra em ebulição.&lt;br /&gt;- Olha, mãe, um homem feliz., diz o menino que passa.&lt;br /&gt;A cor volta; descongela-me o cérebro e quebra o sentido.&lt;br /&gt;O menino chega. Ri-se muito e toca nas rosas. E toca nas rosas. E as rosas escurecem. E tu voltas a ver os membros: cada um a ser pedra. E eu regresso ao de cima. Já não sou terra e tu estás a ser pedra – granito em forma de eternidade.&lt;br /&gt;Desespero. O meu. Ao ver-te perder o encanto com que te quis soprar na vida. «Ainda vou a tempo», penso. Corro. Corro muito e deixo que as rosas sequem o último sopro. Corro. Estou sôfrega. Toco num braço: já perpetuado. Agarro nas tuas faces com as mãos. E olho-te. E olho-te. E nos teus olhos a suavidade morna que nasceu do subsolo, passa por mim e respira a descoberta. Já não sabes chorar: as pedras não faíscam sem emoção, pois não amor? Mas eu sei que vais fechar os olhos e eu vou querer ser terra para te devolver a candura.&lt;br /&gt;Largo um dos teus rostos. Por trás do ombro desprendo uma pétala que trouxe do mar quando te vi a morrer no encalço dos meus braços. Ofereço-ta. Juntamente com esta dor penso que talvez ela te salve. Sorris. Fixas-me e dizes pela enciclopédia das palavras que nem isso dá. Os teus olhos. A tua magia. O nosso conforto. Os teus olhos: um corpo nu. A vida num só momento juntos. Os teus olhos, os meus braços nos teus, a doçura. Não querer mais: sentir o mergulho por um só segundo. E ficar lá. E adormecer no quente do teu corpo. Os teus olhos fecharam-se. E eu morri para que a terra pudesse apodrecer.&lt;br /&gt;- Olha um homem feliz., diz o menino.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-4783700797634132523?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/4783700797634132523/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=4783700797634132523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4783700797634132523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4783700797634132523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/09/virtude-em-forma-de-desejo-alma-humana.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-1444078044893113141</id><published>2007-08-03T09:55:00.000Z</published><updated>2007-08-03T09:56:41.185Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Embriaguez que te leva que te lava que te trava e te balança. Não vês nada que não te oculte o sentido. Dizes: as madrugadas são suspiros. E o álcool cai para o lado inverso. Estás sentado no chão que te acolhe. Não há barulho e só a respiração procura o fio condutor de energia. Salivas. Babas os cantos da imaginação na proliferação de um sonho inacabado. As paredes projectam sombras; o chão move-se em ondulações: desequilíbrio da memória. «Sou o que vês. Sou o que não alcanças. Sou o cenário surrealista que subtrai a soma das partes», pensas.&lt;br /&gt;A cama está ali ao lado, no leito onde já fizemos amor tantas vezes sem alcançar o orgasmo intelectual que procura o afago. Continuas deitado, mas desta vez no encontro das sombras que te perseguem incessantemente. Mais um gole na alucinação que promete. Vai voltar. Um ritmo de delírio, um sossego na voz. Dizes: a varanda está ali a escassos metros do chão. Arrastas o corpo: intervalo de cuspe para o rapto da alma. Arrastas o corpo. Esfregas o peito na tentativa de sarar a dor. Arrastas. Sussurras por ajuda. As pernas já não são. As mãos: elo de força para a vontade que expele. Dizes: ajuda-me. O chão já não te embala e as sombras penam fugindo pelas frinchas da cama onde os nossos fluidos trocaram as virtudes do esquecimento. A varanda já tão perto; o chão debaixo do teu corpo, mas não na junção do ser.&lt;br /&gt;Dizes: ajuda-me. Mas eu não quero. Vou permanecer deitada na cama do nosso amor e ver-te sair da minha vida em direcção à morte. Morre. Vai. Na embriaguez que te leva que te lava que te trava e te balança.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-1444078044893113141?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/1444078044893113141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=1444078044893113141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1444078044893113141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1444078044893113141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/08/embriaguez-que-te-leva-que-te-lava-que.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-7693267506482281251</id><published>2007-08-02T23:42:00.000Z</published><updated>2007-08-02T23:45:25.850Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os monstros que guardo debaixo do peito caminham pela estrada das veias em fogo. Regam-me a saudade; refrescam a lembrança.&lt;br /&gt;Os monstros que trago no fundo de um seio moram no eco de um gemido que solto. Pululam no segredo; rasgam a membrana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J tinha uma saia. Uma saia bonita e tão solta. J brincava. J era filha e no ventre também mãe. Por vezes via monstros: criaturas verdes que se escondiam nas pernas, bem debaixo das saias. J. Uma deusa do mundo antigo deslocada no templo da aflição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sento-me. Coço a orelha.&lt;br /&gt;Penteio o cabelo.&lt;br /&gt;Estou em frente ao espelho. Olho-me. Procuro sinais. Olho-me e já não me penteio; vejo apenas. Na imagem morre a serenidade. Mas eu olho: por dentro. Vejo um; vejo outro – volto ao espelho. Detenho-me. Assim: a conseguir ver a deusa no canto. Olho para dentro e já não sinto J no canto. São os monstros a consumirem. Degolam tudo o que sou. Querem chegar a J que está no reflexo da minha imagem no espelho; lá ao fundo.&lt;br /&gt;Penteio-me.&lt;br /&gt;Atiro com a escova ao chão. Entrelaço os dedos na raiz: mutilarão os monstros uma saia tão bonita, tão solta? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Foge J, foge.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-7693267506482281251?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/7693267506482281251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=7693267506482281251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7693267506482281251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/7693267506482281251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/08/os-monstros-que-guardo-debaixo-do-peito.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-1236933794297304660</id><published>2007-07-19T11:38:00.000Z</published><updated>2007-07-19T11:39:00.678Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Porque quando o silêncio invade a multidão, também as vozes se calam e espalmam.&lt;br /&gt;Num coro, flúi a voz sorrateira; letras para espaços em branco; luzes num palco vazio.&lt;br /&gt;A solidão disfarça o gume em vestes de negro. Cambaleiam as ondas. Morrem os olhares. Fixam-se as ausências. Tudo num silêncio. O que arrebata com uma pontada só.&lt;br /&gt;Na mesa jaz um corpo: morto. Arremessado na via estreita.&lt;br /&gt;Há tráfego de sangue. Há. E as bocas que se não abrem. E os pés que flutuam na neve. E o músculo contraído. Porque quando o silêncio invade a multidão, só os muros se erguem complacentes.&lt;br /&gt;Ouve-se o suspiro ainda do pedaço de carne sobre a mesa. No centro um candelabro: aceso: sempre reluzente. Sobre o corpo iluminado de perfil: desdobra-se o brilho na retina fixa, a face ainda rosada, as veias a implorarem pelo último suspiro de vida. Mas as narinas já não abrem o vácuo da ostentação.&lt;br /&gt;Ali ao lado, na dicotomia da mesa de madeira a sombra move-se em socalcos, apunhalando as gentes. Fulgura uma outra morte em trocas de horários difusos. Sobe a poeira – rasteira – sob o tronco que desgraça. Corpo. Morto. Na mesa. E já nem a cadeira sustenta o peso de tão leve verdade. É o silêncio a morrer-me por dentro. É o silêncio a trincar o portento. É o silêncio. É o silêncio.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-1236933794297304660?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/1236933794297304660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=1236933794297304660&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1236933794297304660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1236933794297304660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/07/porque-quando-o-silncio-invade-multido.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-6686058882587986287</id><published>2007-06-25T09:00:00.000Z</published><updated>2007-07-30T15:02:43.043Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NuQOzJlFH4c/Rn-F1cZWWTI/AAAAAAAAAAk/DJtX5Zp3oUQ/s1600-h/BrunoAnedda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079926057899284786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NuQOzJlFH4c/Rn-F1cZWWTI/AAAAAAAAAAk/DJtX5Zp3oUQ/s400/BrunoAnedda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Foto: Bruno Anedda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;A casa que sabes em que me vejo no fim é repleta de silêncio. Só se ouve o mar. É esse o caminho. Só esse: a solidão e o silêncio junto ao mar.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NuQOzJlFH4c/Rn-EocZWWRI/AAAAAAAAAAU/oXVedFKEtec/s1600-h/BrunoAnedda.jpg"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-6686058882587986287?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/6686058882587986287/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=6686058882587986287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6686058882587986287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6686058882587986287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/06/foto-bruno-anedda-casa-que-sabes-em-que.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NuQOzJlFH4c/Rn-F1cZWWTI/AAAAAAAAAAk/DJtX5Zp3oUQ/s72-c/BrunoAnedda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-6213742045147889237</id><published>2007-06-21T14:03:00.001Z</published><updated>2007-06-21T14:03:41.547Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Ler. Ler-te. Chegar a ti. Ouvir. Querer que te oiças. Que saibas. Que experimentes as palavras: as letras em ti. Saber quem és; porque sempre o foste.&lt;br /&gt;Ler. Saber-te. Marcar. Querer que entendas. Que toques. Que absorvas o que construíste: renovação. Saber quem és: porque o és.&lt;br /&gt;Ler. Sorrir-te. Captar. Querer que te beijes. Que saboreies. Que envolvas os laços que foram estendidos: lembrança de ti. Saber quem és: porque serás.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-6213742045147889237?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/6213742045147889237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=6213742045147889237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6213742045147889237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6213742045147889237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/06/ler.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-4336992150673507381</id><published>2007-06-14T21:13:00.001Z</published><updated>2007-06-14T21:58:09.389Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;O cansaço vem e vai. Mostruário de glórias e pecados, o cansaço repete-se anarquicamente até se esvair. As pedras picam o aviso: não fujas, é pior. Depois será a vez dele se disfarçar de lobo e comer a sensibilidade que encerra o vento.&lt;br /&gt;Os biombos já tremem no percurso.&lt;br /&gt;Estou de joelhos. A pele foge; o cansaço está em vigília: celebra a hora. «Olha-me», peço, «Olha-me aqui. Estou aqui».&lt;br /&gt;O cansaço arrasta-se, de bengala em punho – está cansado, o cansaço. Mas vigoroso. Mas perturbado pela presença que o contorna nas formas. «Olha-me», rio, «Olha-me ali. Estou ali».&lt;br /&gt;O cansaço foge. O céu parece uma lista de degredos desenrolados à medida das desgraças alheias. O cansaço imiscui-se. Procura ser os dentes onde a procriação prevê andorinhas. Lá dentro quer saber o que é isso do mar aberto. Responde-lhe o eco que o chuta até à gota de sangue que passa. «De onde vens?». O cansaço esconde a cara com vergonha; o sangue percebe: «É a vergonha, não é? Também eu já fui cansaço; agora sou só a gota que corre até ser engolida pelo estremar. É a vergonha não é?».&lt;br /&gt;O cansaço vem e vai. A convicção também o abandona. Sente-se só, o cansaço. Imaculado vinho de terras prometidas - vem e fica. Quero que fique. Quero que me olhe e quero que fique, junto a mim, embalado nestes braços que tenho e que não são meus. «Olha-me», suspiro, «Olha-me a amar-te, cansaço». Sou eu – o céu – que suplico pelo cansaço com máscara de vergonha. Sou eu - o sangue - que saio na morte que escolhi.&lt;br /&gt;Olhamo-nos. Nos olhos. Olhos nos olhos. Por algumas horas. Os olhos nos olhos. Para amar. O toque é submerso; intensidade no arrasto. Inverno descarregado pelo sabor que trago na boca. Largo as tranças ao longo do nosso caminho. «Cansaço: vem». E o espasmo chama-o também: aí está ele a desmembrar-se enquanto se agarra às minhas unhas – as da gota que lhe fala, «É a vergonha não é?»&lt;br /&gt;O cansaço não percebe; não entende que só eu o quero. Não há mais nada, nem ninguém, na simbiose a que somos sujeitos. Páro. Tu que sabes, tu que me lês, levas-me? E ao cansaço também? Lobo mau de espírito cansado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-4336992150673507381?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/4336992150673507381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=4336992150673507381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4336992150673507381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4336992150673507381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/06/o-cansao-vem-e-vai.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-4909706443692919501</id><published>2007-05-16T21:43:00.000Z</published><updated>2007-05-16T22:08:12.521Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Ontem pensei em perder-te. Perder-te. Perder-te sem te encontrar. E sofri. E sofri, amor, por não saber de ti. Ontem pensei: e se te perdesse? Pensei.&lt;br /&gt;Senti o frio. Morri um pouco a pensar. Morri por dentro, onde te guardo: no batimento, um caixão. Senti-te ir; longe. Pensei-me. Senti-me. E nos ecos ficou um abrigo: folhas dispersas – a gangrena dos silêncios.&lt;br /&gt;Ontem perdi a pensar-te. Pensei-te com amargura. Arrepio. Disse-te infinitamente às nuvens que te levaram. E sofri. Sim, sofri, amor, por não querer saber de ti. Perdi: e se te encontrasse? Perdi.&lt;br /&gt;Chegou-me o calor; capturou os dedos que quis engolir. Segurei num seio, depois noutro e disse-te: Estás aqui. Insistes na escuridão e eu digo-te Estás aqui. Insistes, amor, por não saberes de ti.&lt;br /&gt;Estou no muro, sentada para te cheirar, à espera do que me vai devolver a aptidão. Pulso intermitente. Pulso no deguste do aroma. Porque ontem, amor, pensei em perder-te e perdi-me sem te encontrar. Estou no muro: é fácil sê-lo;construir o peito de quem não vive. A loucura de te ter, a paixão de te dizer: estou aqui; a verdade em assumir, o trejeito de sentir: nos meus seios; estás aqui.&lt;br /&gt;Se fosses, amor, ontem não te pensava como te lembrei - o ruído sublevaria o abrigo. Estou aqui; estás - nos mesmos lençóis, embrulhados em conchas; os dois na areia que dança no limbo da alucinação. E se te perdesses de mim?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-4909706443692919501?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/4909706443692919501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=4909706443692919501&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4909706443692919501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4909706443692919501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/05/ontem-pensei-em-perder-te.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-1399435505106465627</id><published>2007-05-14T21:51:00.001Z</published><updated>2007-05-14T21:51:57.905Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;A sombra calcorreia o passeio na jornada do regresso.&lt;br /&gt;Está cansada, a sombra, sugada pela (in)vontade. Ninguém a deixa ímpar – intrínseca na voz que a leva.&lt;br /&gt;Porque me queres?, quer saber.&lt;br /&gt;E chora. E chora na verdade: não consegue ser só.&lt;br /&gt;A sombra sonha – sonha muito - com o dia em que encontra o sangue banhado pelas carícias do seu harpejo – aquele dos afagos e abraços.&lt;br /&gt;A angústia persegue-te: diz-te quem és., ouve dizer.&lt;br /&gt;E triste está; pobre manta de sorriso sombrio. Disfarça-se todos os dias de voz colateral humana. A lua é pecado à luz da sua alma. Pela noite; na noite; a noite.&lt;br /&gt;Porque me persegues?, implora à luz sempre altiva – monstra vil.&lt;br /&gt;A dor alimenta-te: lança-te ao chão. Levanta-se, a sombra. Levanta-se vagarosamente à medida que passa pela chama – aquela que a olha sem tremeluzir. As duas vagueiam uma pela outra; nos caminhos do regresso: simbiose. Não quero olhar, saber quem ganha quando a luta é tão desigual.&lt;br /&gt;Não chores, menina sombra., choro eu também, Minha linda menina sombra.&lt;br /&gt;Olho-a: é corcunda num eixo sem beleza. Olho-a enternecida e penso que sim, era lindo: e se a menina sombra agarrasse no brilho e o guardasse numa bolsa do estômago? E se essa manta de todos nós, matéria baixa e corpulenta, conseguisse libertar a luz a partir de si própria, gerando ao mundo os pedaços que já ninguém quer ver? A luz a brotar da sombra: ah!&lt;br /&gt;Serias feliz assim, sombra?, embalo-a; quero saber.&lt;br /&gt;Não. Só quero ser só.&lt;br /&gt;E chora. E chora na verdade: não consegue ser só.&lt;br /&gt;A única – ela, sombra. Porque todos somos sós e ela chora; chora por si, embriagada nessa saudade: não consegue ser só.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-1399435505106465627?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/1399435505106465627/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=1399435505106465627&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1399435505106465627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1399435505106465627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/05/sombra-calcorreia-o-passeio-na-jornada.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-6437950931606147274</id><published>2007-05-13T22:10:00.000Z</published><updated>2007-05-13T22:11:17.678Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;- É o magma, dizes.&lt;br /&gt;- Não sei se é magma. Há uma constante ameaça a pairar sobre mim; uma espécie de sombra que me impede.&lt;br /&gt;- É o magma, dizes.&lt;br /&gt;- Não sei se é magma, digo, Mas é quente a vontade que tenho em me deixar ir e absorver pessoas.&lt;br /&gt;- Nada que não fique ténue, quando danças.&lt;br /&gt;- Não sei dançar; respiro. Se para ti isso são ondulações então vem.&lt;br /&gt;- Para o magma?&lt;br /&gt;- Para mim.&lt;br /&gt;- Que poderíamos fazer?&lt;br /&gt;- Respirar.&lt;br /&gt;- Não sei se consigo viver do teu ar.&lt;br /&gt;- Claro que consegues.&lt;br /&gt;- Achas?&lt;br /&gt;- És uma pequena partícula de mim: sou tua.&lt;br /&gt;- É o magma.&lt;br /&gt;- Não sei se é magma; se somos nós o furor.&lt;br /&gt;- Fazes-me sorrir.&lt;br /&gt;- As labaredas sorriem muito.&lt;br /&gt;- Fazes-me sentir.&lt;br /&gt;- O magma?&lt;br /&gt;- Não; a mim em ti.&lt;br /&gt;- Fazes-me sorrir.&lt;br /&gt;- Se somos dois a sorrir no mesmo respirar de que estamos à espera? Vamos?&lt;br /&gt;- Morrer?&lt;br /&gt;- Amar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-6437950931606147274?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/6437950931606147274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=6437950931606147274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6437950931606147274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6437950931606147274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/05/o-magma-dizes.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-4749611169788616465</id><published>2007-05-10T20:42:00.000Z</published><updated>2007-05-10T20:46:37.416Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NuQOzJlFH4c/RkOEcP693JI/AAAAAAAAAAM/j71Yu1RcG6I/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063036026939628690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NuQOzJlFH4c/RkOEcP693JI/AAAAAAAAAAM/j71Yu1RcG6I/s320/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Nesta hora, perdida em exactos e preciosos segundos só&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IYl0uLrXP7U&amp;mode=related&amp;amp;search="&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Joanna Newsom&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;me leva; só ela me salva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-4749611169788616465?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/4749611169788616465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=4749611169788616465&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4749611169788616465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4749611169788616465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/05/nesta-hora-perdida-em-exactos-e.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NuQOzJlFH4c/RkOEcP693JI/AAAAAAAAAAM/j71Yu1RcG6I/s72-c/2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-6658157456026225178</id><published>2007-05-10T18:02:00.000Z</published><updated>2007-05-10T18:04:42.542Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Silêncio: tudo o que espaço acolhe. Os corpos voltam-se para o sobreiro. O reino dos deuses; dois seres na concha do amor a contemplar os ceús que se cruzam. Vão e voltam em cores, caindo abaixo do sorriso. A essência perdeu-se. Fazemos amor e bebemos em taças com os olhos que se perdem. Dizes, está tudo bem; acalentas-me os ombros. Deveria de haver um brilho para os livros que se desfolham com música. O céu. Movimento químico para a voz do mundo. Silêncio: nós dois afoitos nas mãos. Percorres-me; caminhas no trejeito; e o meu sangue curva perante o toque. Digo, faz-te céu; e mostro as cores à espera dos fluidos. Selvagem, a vontade quando soletrada por ti. Vou escolher um – apenas um – pedaço de sideração. Ofereces-me as migalhas neste nosso silêncio?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-6658157456026225178?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/6658157456026225178/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=6658157456026225178&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6658157456026225178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6658157456026225178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/05/silncio-tudo-o-que-espao-acolhe.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-2290514394605303671</id><published>2007-05-10T12:15:00.001Z</published><updated>2007-05-11T16:36:01.764Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Não consigo arrancar do peito o desalento.&lt;br /&gt;Sou vazio entre as paredes, empurrando com força o fervor; com muita força. O tempo passa por mim; as pessoas fogem-me. E eu canso-me de as salvar. E eu morro mais um pouco sem liberdade. Dependência: matéria que me abraça no escuro.&lt;br /&gt;Quero levantar a poeira que me abocanha.&lt;br /&gt;Despejo as verdades em retorno: tonturas; as torturas. Ninguém alcança o que sou; ninguém tenta: todos fogem. Que terei no olhar? Que terei na alma que ocupa um peso tão acutilante?&lt;br /&gt;Não consigo arrancar do peito a vergonha.&lt;br /&gt;Estou entre abismos verticais. Sugo o aroma de um tufão que passeia por mim em curvas. Sugo-o, inteira no desejo que faz chorar. As folhas fogem-me. E eu só quero ir com elas. E eu só preciso de um espaço para as levar. Olho lá para longe, onde as pedras parecem algodão e os sonhos renascem nas fronteiras e os limites se definem em bebedouros. Olho para ali – aquele pedaço de terra que me foi prometido à nascença: para quando a insolvência?&lt;br /&gt;Não há ferida que atinja quem sou.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2290514394605303671?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2290514394605303671/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2290514394605303671&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2290514394605303671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2290514394605303671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/05/no-consigo-arrancar-do-peito-o.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-8479975844459767451</id><published>2007-05-05T09:40:00.001Z</published><updated>2007-05-05T09:40:40.249Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;O vestido é justo. Atiro-o para o lado; procuro outro tecido.&lt;br /&gt;As sabrinas não servem. Arrumo-as na caixa; ando descalça.&lt;br /&gt;A cara é feia. Pinto-a; disfarço a cegueira.&lt;br /&gt;A música acabou. Renovo o som; oiço fado.&lt;br /&gt;Altero tudo: visto o mundo de novas rotações, calço a vida com os meus pés descalços, dou à vista dos outros uma alegria, esquadrinho-me de uma voz que não é a minha.&lt;br /&gt;Sou feia. Uma feia, feia. Uma feia que não é feliz porque a felicidade é uma utopia de que todos se querem servir. Simples: não existe. As gentes vão-se entretendo, dizendo que a procuram e que tudo o que querem ser é «Ser feliz». Como se a ambição humana se revestisse de vazios.&lt;br /&gt;A felicidade é o arco-íris: todos o vêem longe – admiração de misto de cores e beleza. Mas já alguém lhe tocou?&lt;br /&gt;Sou feia, eu sei.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-8479975844459767451?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/8479975844459767451/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=8479975844459767451&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/8479975844459767451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/8479975844459767451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/05/o-vestido-justo.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-4333135783252591001</id><published>2007-04-29T19:25:00.000Z</published><updated>2007-04-29T19:26:24.060Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Respirar - exacto momento em que me afasto das moléculas. Vou contra mim, num passo de imaginação e volto à praia por onde padeço. Nas paredes, a rede apanha-me sem frentes. Sou fio, anzol sem bicho.&lt;br /&gt;Respiro: levanto-me do jogo de cadeiras onde os peixes estão sentados; à espera. Mudos. De dentes afiados. Sorrio. Rio. Descaradamente. Alto. Com intensidade. E quero come-los a todos – um por um – para fortalecer o oxigénio, roubar-lhes a alma. Os peixes nadam; não respiram. Eu respiro; eles não: estão mortos. Eu nado; mas eles não respiram. Os peixes choram; eu rio. Vão. Não voltam. Abro a boca grandemente para os engolir; degolar-lhes as guelras para que também respirem do meu ar, da minha vivência. E assim não morrerei abandonada. Respiro, nas trocas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-4333135783252591001?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/4333135783252591001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=4333135783252591001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4333135783252591001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4333135783252591001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/04/respirar-exacto-momento-em-que-me.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-722607323613815948</id><published>2007-04-19T18:17:00.000Z</published><updated>2007-04-19T18:23:25.406Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Passeaste sem mim.&lt;br /&gt;Numa caminhada longa – longo o teu eu sem mim.&lt;br /&gt;Passeaste em passos que me consumiram: olhos crus.&lt;br /&gt;Cheguei. Estou na parede, submersa nos fragmentos da vontade, porque o choro também chora; e as lágrimas deixam de ser água salgada na excedência da luz.&lt;br /&gt;Deito-me no chão: está pisado o chão; no andar que é teu; no passeio sem mim. Beijo a terra. Perdidamente. Abraço-a. Sujo-me toda e gosto que a poeira negra seja a roupa que me cobre: e a lama do nosso brilho no meu corpo. As costas tapam um pedaço de rua. Consolo: o frio numa artéria gasta por ti.&lt;br /&gt;As pedras estão mudas, mas contam-me segredos. Altero o movimento: já não são as costas, a simbiose dos pés. No silêncio – terno – procuro o chão com os ouvidos. Os segredos a fluírem nas minhas mãos: as pedras a invadirem sem permissão. Sou grão – um só. Abro as pernas para amar: os grãos em mim, os segredos nas mãos. Uma estória na chegada – sublime partida. O amor entre nós: areia a construir o castelo onde viveremos juntos.&lt;br /&gt;Passeaste sem mim e és tu que aqui estás na invasão que me acolhe. Coração leve e enrijecido pelas areias que me entram no ouvido. São tantas, tão boas.&lt;br /&gt;Os silêncios passaram a palavras que guardo, deitada, na mistura destes segundos: cada vez menos humana – sou.&lt;br /&gt;A consciência levanta-me do chão que já foi lama por onde passaste e eu amei. Estou hirta, quase paralisada pelos segredos que são palavras, nas palavras que foram a estória. Respiro leve, a todo o custo, para almejar a parede. E toco-a com as extremidades dos dedos em pedra; uma pedra que sente. Encosto-me: encosto-me muito para que na saliência esteja apenas o nariz a cheirar a tua existência. Há-de haver o tempo em que gasta pela erosão também eu me torne parede; parede que sente cada minuto que antecede a tua chegada.&lt;br /&gt;E depois?&lt;br /&gt;Depois passearás sem mim todos os dias até que os passos fiquem mudos na iminência da minha cegueira.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-722607323613815948?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/722607323613815948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=722607323613815948&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/722607323613815948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/722607323613815948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/04/passeaste-sem-mim.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-6106265643527004937</id><published>2007-04-14T18:34:00.000Z</published><updated>2007-04-14T19:01:41.691Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Medo. Beijo morno.&lt;br /&gt;Estão quietos – eles ali – num sono submerso. Estão quietos: em pé. E passeiam as palavras que circundam. O sol cumprimenta na passagem. Estão quietos da pobreza que usam. São as feições a suga-los; só.&lt;br /&gt;Estendem-se. Deitam-se no vento que os leva. Acreditas?&lt;br /&gt;Estão parados: quietos no desassossego: enjaulados. Hirtos, deitados – estão parados. A chuva quer levá-los. Não cedem; firmam-se um no outro pelo olhar. Da retina, nela, desenham-se raios vermelhos – força disfarçada. “A chuva é forte, amor.” Colam o ventre um no outro. Do umbigo cresce o cordão – quilómetros a percorrer vida. “A chuva, amor; a chuva”. O olhar, profundo, o olhar.&lt;br /&gt;Sossego - boca num ferro dobrado. Estão, ali; lá longe porque me vou embora.&lt;br /&gt;Entro no voo picado e ofereço-os. “Alguém os quer?” Imagem suave, beijo morno, no alcance? Música. “Tenho-os comigo. Alguém?” No jeito, a desconfiança.&lt;br /&gt;O medo não é real – é ar que arrebata e cai por terra; esconde-se até habitar outro corpo. Ter medo é pedir desculpa na última noite e sair: mão no ombro: lágrima no bolso. É isso o medo; tudo. Ninguém morre senão na lucidez. “Estão aqui. Tenho-os comigo.” A casa acolhe-os – doces. “A chuva, amor; a chuva”. E saio.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-6106265643527004937?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/6106265643527004937/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=6106265643527004937&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6106265643527004937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6106265643527004937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/04/medo.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-6988630640974531998</id><published>2007-04-06T22:24:00.000Z</published><updated>2007-04-06T22:42:49.005Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Enlouqueci. Retirei dos fios do pensamento as argolas da exactidão. Exasperei-te por te perder; fortaleza dos passos no andar do dia. Na parede – mesmo no meio – fiquei senil e gostei; e voei na ruína. Pego no alguidar que me enforca o punho, à boca do insecto. Olhas-me. Veneras o acto: odor que emano quando na fuga és só masturbação.&lt;br /&gt;Enlouqueci. Fechei um olho e deixei outro aberto. Mastiguei a retenção dos números – alquimia a perpetrar o murro. Cresço louca – pecadora; afogo-me nesse intuito, no intuito de te deixar de ver, deixar de ver o que padeço por ser louca sem ti.&lt;br /&gt;A roupa está seca: o corpo submerso no desejo. Penduro a alegria no estendal que alguém deixou para os lamentos alheios. Uso essa corda dos outros e passo a mão na sujidade que a envolve. Ah, como é bom sentir a culpa nas mãos e lamber o demónio, serrar o corpo para ser só metade, sentir o sangue que não corre num sorriso que vive. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;(Eu)louqueci. Premi o gatilho muito antes de ter nascido. Sou agora volante nas mãos de quem quiser conduzir o alento dos devaneios. Pensas que tens controlo?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-6988630640974531998?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/6988630640974531998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=6988630640974531998&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6988630640974531998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6988630640974531998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/04/enlouqueci.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-2763663058806356511</id><published>2007-03-25T09:39:00.000Z</published><updated>2007-03-26T10:20:59.065Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Extrai uma gota de água de si:&lt;br /&gt;força as mãos, entra no peito&lt;br /&gt;firma-a.&lt;br /&gt;O indicador e o polegar&lt;br /&gt;unem-se para pegar&lt;br /&gt;na fusão: corpo com matéria.&lt;br /&gt;A gota: um tapete que quer lavar.&lt;br /&gt;Os olhos penetram;&lt;br /&gt;não se sente invadida. A retina&lt;br /&gt;procura o vaso capilar&lt;br /&gt;onde foram erguidos os muros;&lt;br /&gt;está delicada, não se sente tocada.&lt;br /&gt;Ele aprisiona, fixa por uma&lt;br /&gt;ponta que é o seu respirar,&lt;br /&gt;que é a garganta do solitário.&lt;br /&gt;Vai:&lt;br /&gt;com ela suspensa:&lt;br /&gt;procura:&lt;br /&gt;lava:&lt;br /&gt;estende.&lt;br /&gt;A gota sussurra; ninguém entende.&lt;br /&gt;No cheiro, um sabor adocicado.&lt;br /&gt;São dois: ele e a gota&lt;br /&gt;que arrancou do peito. Sente;&lt;br /&gt;a pressão é inútil. Resolve;&lt;br /&gt;arriscar no desprender dos dedos&lt;br /&gt;que a sustentam; a gota.&lt;br /&gt;Estático; tudo estático na reboleira da manta estendida.&lt;br /&gt;Os pés fazem desenhos,&lt;br /&gt;os passos ouvem-se ao longe:&lt;br /&gt;- A gota perdida.&lt;br /&gt;Corre a água nos olhos: um vulto&lt;br /&gt;- A sombra de alguém.&lt;br /&gt;A gota corre de volta.&lt;br /&gt;Está solta – revolta –&lt;br /&gt;na gravidade de um seio seu.&lt;br /&gt;Do outro lado?&lt;br /&gt;o abismo.&lt;br /&gt;Mas, ela, está solta:&lt;br /&gt;pode sair e encontrar o que é.&lt;br /&gt;Gravita: os dedos intentam&lt;br /&gt;um embalo – deixa-se pegar no desfiladeiro.&lt;br /&gt;Aí está, a gota,&lt;br /&gt;suspensa de novo e agora invadida pela tentação.&lt;br /&gt;Já sem extracção.&lt;br /&gt;Aparece o sorriso: segreda-lhe ao ouvido.&lt;br /&gt;Os dedos firmes que pegam na ponta.&lt;br /&gt;Negação: a própria afirmação.&lt;br /&gt;Balança com força; a força&lt;br /&gt;que lhe devolve a vida.&lt;br /&gt;Balança: balança muito porque o ar&lt;br /&gt;já não circula, porque o entrosamento está farto.&lt;br /&gt;Chega atrás e os dedos que suplicam;&lt;br /&gt;vai ainda mais atrás e o peito que imobiliza;&lt;br /&gt;balanço final que sustenta a descida;&lt;br /&gt;linda gota embevecida.&lt;br /&gt;O salto,&lt;br /&gt;desprendimento total.&lt;br /&gt;O salto que é a morte: dele&lt;br /&gt;que a extraiu do peito. A gota,&lt;br /&gt;o último ciclo de vida&lt;br /&gt;que resolveu partir&lt;br /&gt;resolve quebrar o muro;&lt;br /&gt;e escolheu a sombra&lt;br /&gt;e é feliz quando se estilhaça no abraço que faz&lt;br /&gt;ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2763663058806356511?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2763663058806356511/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2763663058806356511&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2763663058806356511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2763663058806356511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/03/extrai-uma-gota-de-gua-de-si-fora-as.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-1962099164291850386</id><published>2007-03-21T11:22:00.000Z</published><updated>2007-03-21T11:24:49.234Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Os dedos esticam a vergonha&lt;br /&gt;vinho inteiro malogrado. E&lt;br /&gt;no enterro do machado&lt;br /&gt;arremesso da peçonha.&lt;br /&gt;Barbas e olhares nos peitos:&lt;br /&gt;diferença;&lt;br /&gt;tinta imaculada em trejeitos:&lt;br /&gt;nascença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamam-lhe sangue,&lt;br /&gt;à voz dos poetas&lt;br /&gt;- tontos!&lt;br /&gt;por pensarem que a dor&lt;br /&gt;tem voz humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos perpetuam o querer:&lt;br /&gt;no peito? Aflição.&lt;br /&gt;Uma elevação&lt;br /&gt;que não sinto: consumo.&lt;br /&gt;Um corpo inteiro&lt;br /&gt;ao serviço da tristeza&lt;br /&gt;que se estende&lt;br /&gt;quando a solidão me agarra&lt;br /&gt;e me convida a rasgar a alma:&lt;br /&gt;pedaço viril de força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há choro que aguente&lt;br /&gt;não há sorriso que acalente&lt;br /&gt;não há sentido que afugente&lt;br /&gt;tudo o que o poeta sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lembranças são curtas&lt;br /&gt;no imediato de genética balear&lt;br /&gt;são socos que me transformam&lt;br /&gt;são ímpetos que me levam&lt;br /&gt;e nem a morte lava o sofrimento&lt;br /&gt;ou a vida rega o caminhar;&lt;br /&gt;só a chuva acalma&lt;br /&gt;quando bate na cara dormente&lt;br /&gt;em protesto vidente.&lt;br /&gt;A caneta que corre&lt;br /&gt;com pressa de chegar&lt;br /&gt;ao fulcro onde vai voltar&lt;br /&gt;Poder:&lt;br /&gt;o de captar o ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tinta é sangue&lt;br /&gt;o sangue que quero pensar&lt;br /&gt;que insisto em guardar;&lt;br /&gt;O sangue: disfarce de palavras&lt;br /&gt;- sublimação -&lt;br /&gt;letras que extraio e que são&lt;br /&gt;as vísceras&lt;br /&gt;os gritos&lt;br /&gt;os sufocos&lt;br /&gt;as paixões&lt;br /&gt;ausência de mim nas multidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamam-lhe sangue,&lt;br /&gt;à voz dos poetas.&lt;br /&gt;- tontos!&lt;br /&gt;por saberem que até a dor&lt;br /&gt;tem voz humana.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-1962099164291850386?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/1962099164291850386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=1962099164291850386&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1962099164291850386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1962099164291850386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/03/os-dedos-esticam-vergonha-vinho-inteiro.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-2048663802773479076</id><published>2007-03-18T11:23:00.001Z</published><updated>2007-03-18T11:40:16.281Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;A ferida; a ferida que é cor: percussão que define&lt;br /&gt;chaga aberta ao tempo – a ferida - na velocidade&lt;br /&gt;da luz que nos leva incólumes.&lt;br /&gt;Estão lá&lt;br /&gt;as vozes que escutam a ferida.&lt;br /&gt;Raspo umas lascas de ti:&lt;br /&gt;sangue que escorre&lt;br /&gt;pelo corpo que morre.&lt;br /&gt;Lambo-a e&lt;br /&gt;e nos raios e&lt;br /&gt;e nas encorrilhas e&lt;br /&gt;e no canto e&lt;br /&gt;e longe&lt;br /&gt;os ecos voltam para derrubar&lt;br /&gt;a ferida; a ferida que é sol&lt;br /&gt;no mar dos dias.&lt;br /&gt;Aperto-a para que a dor seja ainda maior&lt;br /&gt;aperto-a para a ter inteira;&lt;br /&gt;toda se estende&lt;br /&gt;encolhe&lt;br /&gt;expande-se&lt;br /&gt;agora não: não é só corpo:&lt;br /&gt;os dedos penetram a carne&lt;br /&gt;aberta&lt;br /&gt;agarro a pele – tua –&lt;br /&gt;enterro: extremidades rasgadas&lt;br /&gt;força nas minhas mãos&lt;br /&gt;invasão de ser contra o teu interior&lt;br /&gt;esgar directo à minha dor.&lt;br /&gt;.choro.&lt;br /&gt;Oprimo a úlcera.&lt;br /&gt;palmas que guardam o sangue;&lt;br /&gt;grito mudo&lt;br /&gt;no olhar que me ofereces.&lt;br /&gt;aperto – sempre –&lt;br /&gt;agarro, mantenho a dor da tua ferida nas minhas&lt;br /&gt;mãos&lt;br /&gt;até que o sofrimento se solte de tudo o que sou.&lt;br /&gt;Trajectos:&lt;br /&gt;fixa sublimação na morte;&lt;br /&gt;trajecto:&lt;br /&gt;o teu sem mim.&lt;br /&gt;Fico só&lt;br /&gt;com a tua ferida nas mãos: fito-a,&lt;br /&gt;a tua ferida nas minhas mãos&lt;br /&gt;que é a cor:&lt;br /&gt;a tonalidade que me embala&lt;br /&gt;no sabor dos dias.&lt;br /&gt;Os meus dias.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2048663802773479076?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2048663802773479076/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2048663802773479076&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2048663802773479076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2048663802773479076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/03/ferida-ferida-que-cor-percusso-que.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-1626800059507348963</id><published>2007-03-15T12:38:00.001Z</published><updated>2007-03-15T12:38:38.921Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Fechei a janela.&lt;br /&gt;No interior de um beijo, detenho-me por segundos, fitando o teu olhar na memória.&lt;br /&gt;Chove lá fora onde os lírios abraçam a paz. «Faz tempo que não canto ao vento», penso.&lt;br /&gt;Venho para dentro da vida: play; ondas na distância.&lt;br /&gt;A mensagem não chega: aguardo com o desejo de um toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma lenda. Há a lenda de um mar que um dia se chamou Amor. Há essa lenda; de um vasto oceano que teve o nome da sublimação dos sentimentos humanos. A lenda permanece – existe – embora a água já se tenha fragmentado.&lt;br /&gt;Diz a lenda que a grandeza é a simplicidade:&lt;br /&gt;Porque os deuses se banham e trazem o sol&lt;br /&gt;Porque as sereias mergulham em abraços complementares&lt;br /&gt;Porque a alma se limpa dos pós.&lt;br /&gt;Toda a gente o quer encontrar – o marAmor: não - é difícil apanhar o raio que permite a viagem. Quem já o viu, conhece o abismo. Quem já o ouviu, chora ao entardecer de vida dos corpos entrelaçados em ciclos quânticos.&lt;br /&gt;Os escritos que narram a história falam de mim e de ti.&lt;br /&gt;Somos os mesmos que ousámos brincar às claras num dia em que o Inverno cerrou os dentes e resolveu oferecer rosas à Lua.&lt;br /&gt;Somos nós. Nessa plenitude inquebrável de promessas que se fazem sem serem ditas.&lt;br /&gt;BASTA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho novamente a janela, vou para dentro e tempero a minha terna morte.&lt;br /&gt;Perdida: volto à origem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-1626800059507348963?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/1626800059507348963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=1626800059507348963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1626800059507348963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/1626800059507348963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/03/fechei-janela.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-2526399186441855108</id><published>2007-03-10T18:43:00.001Z</published><updated>2007-03-17T11:09:18.821Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Os olhos fechados&lt;br /&gt;a marca no rosto&lt;br /&gt;as ruas no corpo percorrido,&lt;br /&gt;amado - deixado.&lt;br /&gt;Os olhos fechados&lt;br /&gt;sempre abertos&lt;br /&gt;nas jornadas que fazemos cá dentro.&lt;br /&gt;Guardo jardins&lt;br /&gt;com cheiro a maresia&lt;br /&gt;na encosta que habita o ventre;&lt;br /&gt;o ventre enfeito de multidão&lt;br /&gt;que não sorri: chora por nós&lt;br /&gt;que estamos cá dentro&lt;br /&gt;perdidos: naufragados:&lt;br /&gt;em lento afogamento.&lt;br /&gt;Olhos cerrados&lt;br /&gt;E nós que passeamos&lt;br /&gt;por dentro: peito meu desfeito.&lt;br /&gt;O estômago é lar&lt;br /&gt;e os rins são quem nos limpam&lt;br /&gt;as poeiras;&lt;br /&gt;Estamos cá dentro, sim.&lt;br /&gt;Os dois:&lt;br /&gt;tu e eu&lt;br /&gt;a bailar; a sorrir; abraço de eternidade.&lt;br /&gt;Lá fora vêem-me com esses&lt;br /&gt;olhos fechados&lt;br /&gt;e só sabem que também quiseste vir&lt;br /&gt;no enlace dos meus sonhos.&lt;br /&gt;Cá dentro vejo-nos&lt;br /&gt;a calcorrear paralelos e vontade.&lt;br /&gt;Mão dada: felicidade.&lt;br /&gt;Os teus olhos nos meus&lt;br /&gt;Absorvidos&lt;br /&gt;Inteiros&lt;br /&gt;Fechados.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2526399186441855108?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2526399186441855108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2526399186441855108&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2526399186441855108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2526399186441855108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/03/os-olhos-fechados-marca-no-rosto-as.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-8698399311725359600</id><published>2007-03-10T11:15:00.000Z</published><updated>2007-03-17T11:11:25.610Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Bifurcação:&lt;br /&gt;espaço de escolha:&lt;br /&gt;ar em suspenso.&lt;br /&gt;Os olhares são mais;&lt;br /&gt;as mãos falam;&lt;br /&gt;as vontades circundam o prazer.&lt;br /&gt;Não desmaies.&lt;br /&gt;Vou navegar sem âncoras.&lt;br /&gt;Ser a onda: em limites,&lt;br /&gt;a pedra que se desfaz na areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desvio:&lt;br /&gt;rota involuntária:&lt;br /&gt;recato submerso.&lt;br /&gt;Os toques são mais;&lt;br /&gt;os cabelos falam;&lt;br /&gt;as correntes soltam segredos.&lt;br /&gt;Não desmaies.&lt;br /&gt;Serei músculo: contracção involuntária.&lt;br /&gt;Ser a maré: em pureza,&lt;br /&gt;os beijos que nascem de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evasiva:&lt;br /&gt;fuga deliberada:&lt;br /&gt;silêncio que consome.&lt;br /&gt;A dor é mais;&lt;br /&gt;as pernas falam;&lt;br /&gt;treme a mão da insanidade.&lt;br /&gt;Não desmaies.&lt;br /&gt;Morrerei antes de chegar.&lt;br /&gt;Acreditar: na partida - ingenuidade.&lt;br /&gt;Ser a água: em contemplação,&lt;br /&gt;o sal que tempera o sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desmaies:&lt;br /&gt;no caminho até ti.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-8698399311725359600?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/8698399311725359600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=8698399311725359600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/8698399311725359600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/8698399311725359600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/03/bifurcao-espao-de-escolha-ar-em.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-3093810502627721087</id><published>2007-03-08T13:16:00.000Z</published><updated>2007-03-08T13:35:37.906Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;&lt;em&gt;Mulher só; ponte; abrigo&lt;br /&gt;magma efervescente em pontadas:&lt;br /&gt;loucura.&lt;br /&gt;Não me retraio&lt;br /&gt;de sentir&lt;br /&gt;ausência&lt;br /&gt;que teimo em veicular&lt;br /&gt;para os olhos&lt;br /&gt;da indolência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segredo, teimosias:&lt;br /&gt;bebo do teu&lt;br /&gt;sangue sagrado&lt;br /&gt;na marcha exicial dos dias&lt;br /&gt;que são nossos&lt;br /&gt;os dias.&lt;br /&gt;Os dias.&lt;br /&gt;Renasço,&lt;br /&gt;sopro-&lt;br /&gt;-te em suave pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vives aqui - meu&lt;br /&gt;lado a lado&lt;br /&gt;jornada de fiascos&lt;br /&gt;música que é fado&lt;br /&gt;fado que é destino&lt;br /&gt;blasfemo, postigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem só; rio; baixo&lt;br /&gt;prazer da púbis que&lt;br /&gt;herdei&lt;br /&gt;com que fiquei&lt;br /&gt;quando me ofereceste&lt;br /&gt;a língua&lt;br /&gt;quando morreste nos&lt;br /&gt;braços&lt;br /&gt;e abraços e beijos e amor&lt;br /&gt;Ai amor&lt;br /&gt;Ai o amor&lt;br /&gt;o nosso amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia voarei&lt;br /&gt;soterrado&lt;br /&gt;rastejando nos lençóis&lt;br /&gt;dos nossos toques imunes&lt;br /&gt;à morte dos suspiros;&lt;br /&gt;vontades&lt;br /&gt;na corrente que levou&lt;br /&gt;sempre&lt;br /&gt;para a margem do que&lt;br /&gt;ainda&lt;br /&gt;somos na sombra da ponte:&lt;br /&gt;abrigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;só o castigo.&lt;br /&gt;a quem quis pisar os crisântemos&lt;br /&gt;ali&lt;br /&gt;desfalecidos em sorrisos&lt;br /&gt;Um só: sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canto&lt;br /&gt;o teu peito&lt;br /&gt;no encosto do meu&lt;br /&gt;colagem e complemento;&lt;br /&gt;mesmo mórbida&lt;br /&gt;já sem a cor dos afagos&lt;br /&gt;vou ao rio&lt;br /&gt;mergulho em tragos:&lt;br /&gt;afogamento precoce.&lt;br /&gt;Mulher só.&lt;br /&gt;Homem só.&lt;br /&gt;Rio que corre&lt;br /&gt;Debaixo da ponte&lt;br /&gt;no surripiar em destino:&lt;br /&gt;negação em solidão&lt;br /&gt;carinho por bramido.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-3093810502627721087?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/3093810502627721087/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=3093810502627721087&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/3093810502627721087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/3093810502627721087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/03/sou-mulher-s-ponte-de-abrigo-magma.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-4002253657218119407</id><published>2007-03-05T15:55:00.001Z</published><updated>2007-03-05T15:55:41.923Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Vivia naquela casinha.&lt;br /&gt;- Sábia!, dizem eles.&lt;br /&gt;E nunca imaginaram sequer que a verdade fosse outra.&lt;br /&gt;Vivia naquela casinha. Na casinha que era de água. Na casinha que calcetava com o suor dos dias. A menina cantava para não perder o rasto. A menina não era menina; era chuva que trazia saudade.&lt;br /&gt;As mãos iam deslizando pelo vento. Procurava, ela. Ela procurava encontrar.&lt;br /&gt;Estava escuro nesse ar que soprava enquanto a vida calcorreava emoções.&lt;br /&gt;- Sábia!, dizem eles sem sequer conhecerem o abrigo.&lt;br /&gt;Passeava muitas vezes com os pés descalços na areia. Andava até que se lhe desfalecesse a vontade de ser. Sempre muda; sempre sem som porque o grito era constante e só o silêncio seria barulho.&lt;br /&gt;Nunca se viu o olhar. Nem um sorriso ou uma alegria. Sempre a sombra da menina. A água em flocos de tecido cor-de-rosa – cai.&lt;br /&gt;No sol, um conforto que é o que traz a distância.&lt;br /&gt;Trabalhava muito, a menina. A menina trazia no ventre o afago das verdades. E recusava uma explicação para si: que não sorria e só cantava.&lt;br /&gt;- Sempre sábia!, eles a falarem.&lt;br /&gt;Mais uma noite de passeio pela nudez da lua. Lá vai ela – a menina – descalça e sem frio. No ser ainda a vontade; ainda. Até que a voz se cale e o barulho a mate; e o barulho da solidão a leve.&lt;br /&gt;Caiem agora flocos, mas não os do teu sumo de rosas: caiem os flocos de neve que viram no céu o horizonte e embalaram no núcleo a menina.&lt;br /&gt;Ainda passeia descalça e não desfalece na vontade: é a casa que se fecha e o mundo que habita e o grito que a encerra e o contacto que a levita. Caiu na areia onde tanto passeou: desfez-se em granito.&lt;br /&gt;Dizem eles que ainda lá mora, na casinha que suporta as vidas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-4002253657218119407?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/4002253657218119407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=4002253657218119407&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4002253657218119407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/4002253657218119407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/03/vivia-naquela-casinha.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-2841854569568178940</id><published>2007-02-28T06:05:00.000Z</published><updated>2007-02-28T06:13:19.671Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Lá estás tu, sem a força das virtudes, numa postura que te arranco com o peito. Sorris-me. Encobres a ferradura e pregas as vicissitudes numa libação exuberante.&lt;br /&gt;A cerimónia está para além de nós duas. Nos lábios entorno rosas com mel e ácido: morte. Nos lóbulos respiro-te maresia para que possas devolver-me a candura dos nossos dias de amor. O sal percorre-te e tempera os mamilos da salvação. És perfeita, mãe dos deuses, musa de imaginação. Com essas linhas de corpo magistral, enquadro os teus Sss em tornados devastadores - mundo de exacerbação. Não te toco pelo tacto; sinto-te pelo gosto de um beijo comensurado.&lt;br /&gt;Detenho-me na continuação do caminho; não te quero para mim, não quero as asas da procriação. És linda, imensa e completa: livre.&lt;br /&gt;Deixo-te ir para que te possa amar para sempre. Sangro. Mas esse é o vinho que me endoidece; esse é o sumo da minha existência. É teu. Só teu.&lt;br /&gt;Vou leve. Levanto-me de ti, no tronco das nossas trocas.&lt;br /&gt;Volto a calcar as mesmas folhas num arranhar de dor.&lt;br /&gt;Já não te vejo mais do que lá fora, dentro de mim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2841854569568178940?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2841854569568178940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2841854569568178940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2841854569568178940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2841854569568178940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/02/l-ests-tu-sem-fora-das-virtudes-numa.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-2695687343574564255</id><published>2007-02-26T22:07:00.001Z</published><updated>2007-02-26T22:10:46.634Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;O tempo corre na pista que não sabe. Sôfrego: procura: meta que não encontra; não ama.&lt;br /&gt;Eu: estafeta que espera. Nos cabelos abraço o vento – calco as pedras que me lavam do sangue; conto histórias na vaga de um gesto. Em pé, inerte: espero: sorrio: choro: espero.&lt;br /&gt;O tempo corre e nunca canta pela vida. Transpirado, corre. Escorre-lhe pelas feições a água do mundo a que chamam chuva. E vai e salta barreiras; e rodopia para sacudir as manias; e plana e arranca o sonho à razão. Corre a parar nos afectos quando me proponho saltar: corre, nunca morre, corre, vive, corre, oferece sentidos.&lt;br /&gt;Sou suplício nas notas, veias em esgar, emaranhado de complementos – que espera.&lt;br /&gt;Espero na raiz que me detém e me lava os pés na poeira. Tronco de virtudes, espero.&lt;br /&gt;Quando virá o momento? Em que a espera será plenitude; plenitude de esperas nos abraços de canções?&lt;br /&gt;O tempo corre e não espera porque nunca lhe pedi perdão, porque me foge ao desgosto de não ter compleição.&lt;br /&gt;O tempo corre e se calhar espera: só eu sou quem fujo; por quem ousei a negação.&lt;br /&gt;O silêncio – sempre a solidão.&lt;br /&gt;Espero, mas já não oiço a corrida. Que é feito do tempo, onde está a vida?&lt;br /&gt;A meta ali – a um passo da chegada:&lt;br /&gt;- Tempo não vás. Não queiras ser primeiro. Passar por mim, desgastada.&lt;br /&gt;Tempo que me olhas sem pestanejar; tempo que me fitas; tempo que me queres. Sou eu – eu sei – o destino que persegues. Por isso ganho raízes quando a mudança gera amor.&lt;br /&gt;Tempo fica sôfrego – tempo corre e não encontres solução. Tempo – és meu: não te quero na junção. Serei meta e tu artista: artista das pistas de gelo: gelo que me arde no âmago.&lt;br /&gt;Estou aqui – longe – e tu que corres – e tu que quase me quiseste deter.&lt;br /&gt;Só por te amar, de te viver.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2695687343574564255?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2695687343574564255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2695687343574564255&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2695687343574564255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2695687343574564255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/02/o-tempo-corre-na-pista-que-no-sabe.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-6132336765350648214</id><published>2007-02-25T10:24:00.000Z</published><updated>2007-02-25T22:37:40.007Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Trinco. Trinco e procuro desmaterializar o que trinco: transformar.&lt;br /&gt;Nos ouvidos, um ruído crocante, áspero, até. No gosto, vem a saliva que se mistura com a menta – ambos geram o paladar que desce e gera mais.&lt;br /&gt;Trago agora na boca aquilo que procurei desmaterializar: matéria também; outra matéria com que brinco e já não saboreio. A saliva está seca: seca de outro sabor - o que há pouco me fez sublimar os sentidos.&lt;br /&gt;Mastigo – já não trinco. Mastigo – brincadeira que se move nos dentes. Paralela. Disforme. Minha. Na boca.&lt;br /&gt;Na boca onde já estivemos os dois – agora não.&lt;br /&gt;Dormes. Recanto. Os lençóis ainda são só os nossos – os mesmos que ousámos usar horas antes no enlace dos nossos corpos.&lt;br /&gt;Dormes. A boca é tudo o que te quero tocar.&lt;br /&gt;Está frio e toda eu me tapo para não tremer a tua ausência.&lt;br /&gt;Encosto-me agora só.&lt;br /&gt;Os calcanhares afastam-se no cruzamento das pernas. Tombo; silêncio.&lt;br /&gt;Nos dedos consigo vislumbrar a musicalidade que serás quando, na velhice, continuares na incursão pela guitarra: que tanto amas; que só te preenche.&lt;br /&gt;Estou só, embora a imagem seja a tua porque sei que vais ficar; porque sou eu que, não tarda, terei que partir.&lt;br /&gt;Fui. No ventre trago o teu cheiro: fresco, imune – teu. Não sei porque saí, nem porque me persegue este teu aroma onde estiveram tantas gargalhadas e beijos de amor… Lembra-me segredos; remete-me para esse teu pescoço quente – um cheiro quente na tua pele – fresco no meu ventre.&lt;br /&gt;Quero guardá-lo. Vou fechá-lo quente no meu ventre e devolvo-te a frescura.&lt;br /&gt;Pulsa o ritmo. Ventos orientais. Rio-me. Rio-me muito e deixo que o corpo seja o veículo da mistura. Vozes, batidas, álcool, miúdas – aaaaaaaahhhh, muitas!&lt;br /&gt;Alucinação e o suor que escorrega na roupa; pelo corpo da camisa.&lt;br /&gt;Olho para cima: batida, luzes. Não consigo parar e só a tua constante imagem – na partida – me devolve a verdade: foste.&lt;br /&gt;Frio. Pequeno. Extremos em exuberância – é tudo o que sou. A pele continua macia como tanto gostavas mas, agora, é fria e eu – cá dentro - sou pequeno, circular e fechado. Vou da vontade de viver à certeza de morrer: extremos. Mas não foste tu, um dia, que me disseste que acabaria só?&lt;br /&gt;Saí; quis fazê-lo. Derreti-me de uma doçura que só tu trazias – sabor completo por ser só um; textura suave e efémera. A dose certa – oferecias-me sempre a quantidade que me bastava para me satisfazer sem pedir mais: perfeito. Saí.&lt;br /&gt;Mas estou cá – perto do mar a olhar para ti: soberbo, imenso, acolhedor.&lt;br /&gt;Levantei-me agora e vim cá abaixo tomar um chá.&lt;br /&gt;A chávena está no parapeito da janela a aquecer a madeira – a única que precisa de emoções. Cruzo a perna, ligeira no encaixe do calcanhar. No corpo, a seda, o cetim que me recorda a tua pele macia – será ainda morno, o toque das minhas mãos no teu rosto? É. Por isso olho; porque ainda é e eu já não estou só: aqui: num recanto de mim.&lt;br /&gt;Abri a embalagem: pus creme nas mãos e segui pelos braços como quando o fazias, descontraída, no teu corpo. E eu a ver e tu que não me vias; e o cheiro a fluir e tu que não me vias. Sentada na cama punhas creme: sem cheiro que não o da tua pele.&lt;br /&gt;Foi nessa noite, depois do nosso amor; foi nessa bruma quando já eu dormia nos lençóis da nossa união que senti o creme a desabitar a nossa casa, a nossa cama, a minha pele com o cheiro da tua.&lt;br /&gt;Nunca precisaste de perfume. Tinhas o aroma de uma fragrância só tua: quando eu via e tu não sabias; quando eu absorvia o que deixavas no ar do teu corpo.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;Para que nos possamos escutar na distância. Há músicas assim: que só carecem de um aconchego em uníssono.&lt;br /&gt;É áspero o ruído desta incerteza. Estou a caminho de ti. Procuro tactear uma razão. Disse-te que ia sair: saí; estou a voltar.&lt;br /&gt;Causa estranheza… incómodo.&lt;br /&gt;Percorro o lenço – teu – que guardei por cada um dos meus dedos; para cada uma das minhas extremidades nervosas. É incerto, o toque. Paro de mexer. Retenho-o na palma da mão: quieto – quero-me lembrar do que és sem sons ou rugosidades: quero-nos de volta.&lt;br /&gt;Doce – o olhar que te trouxe de volta. A candura da tua imagem no regresso. Sabias a ti: límpida, suave.&lt;br /&gt;A envolvência do teu sabor transfigurou a minha tristeza. Doce – só assim és na mistura das nossas salivas. Chegaste. Abri a porta: eras tu. Para mim.&lt;br /&gt;- Desculpa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-6132336765350648214?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/6132336765350648214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=6132336765350648214&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6132336765350648214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/6132336765350648214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/02/trinco.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-2796606165491416241</id><published>2007-02-25T10:19:00.000Z</published><updated>2007-02-25T11:11:01.680Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;O frio já se começa a sentir e ela lá está: jogada a um recanto recôndito de rajadas repentinas de raiva.&lt;br /&gt;A roupa de si rasgada peca pelo suplício de memórias ultrapassadas na certeza dos dias.&lt;br /&gt;Não há ninguém mais triste; não há nada mais sóbrio. Tudo é tortura, tudo emana incertezas, dúvidas e preocupações já esquecidas de tanto usadas.&lt;br /&gt;Na cabeça a música não pára: uma mistura de Rage Against the Machine e Red Hot, com a eloquência, flacidez e o nervoso miudinho de todos os cigarros fumados pela Anita Lane. São insistentes essas notas que lhe facultam mais um tremor de terra.&lt;br /&gt;Ali está…&lt;br /&gt;A um canto.&lt;br /&gt;Desprendida de vontade, solta numa única lágrima permanente e deslizante.&lt;br /&gt;As palavras vão-se soltando contra toda a densidade populacional das areias que povoam as quatro paredes que a sustentam.&lt;br /&gt;Sem querer toca numa face desse aglomerado.&lt;br /&gt;Tudo se encolhe e regressa à origem; tudo parece oceano de forças na morgue de mais um movimento.&lt;br /&gt;Desperta.&lt;br /&gt;Não sorri.&lt;br /&gt;Retoca.&lt;br /&gt;Cria-se.&lt;br /&gt;Inventa dores de partos idílicos.&lt;br /&gt;Morre.&lt;br /&gt;E desperta.&lt;br /&gt;E sempre sem sorrir.&lt;br /&gt;Tri-toca.&lt;br /&gt;Procria-se.&lt;br /&gt;Idealiza partidas de gemidos ocultos.&lt;br /&gt;Sobrevive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fim de mais uma descoberta de si para si: pensa nesse mundo onde vive sem cores: sonha com o dia dos pastéis. Os de Belém, os de Nata, os de Fios de Ovos, os de Mel.&lt;br /&gt;E sorri. E brinca também. Sem criar. Sem sequer se mexer. O doce da alma jaz na sepultura de cada suave despertar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-2796606165491416241?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/2796606165491416241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=2796606165491416241&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2796606165491416241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/2796606165491416241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/02/o-frio-j-se-comea-sentir-e-ela-l-est.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2600590141870995046.post-5308313158383547122</id><published>2007-02-25T10:09:00.000Z</published><updated>2007-02-25T11:11:21.350Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffcc;"&gt;Enigmático: nos escombros de uma dança do ventre inadvertida encontrei um homem.&lt;br /&gt;Estranho: toda eu a andar sob a escuta do seu andar.&lt;br /&gt;Parei.&lt;br /&gt;Pensei.&lt;br /&gt;Por momentos não acreditei; entrei.&lt;br /&gt;Sem bater.&lt;br /&gt;Sem chamar.&lt;br /&gt;Apenas entrei.&lt;br /&gt;Quis escrever sobre a coragem, a de me deixar levar por um relento selvagem.&lt;br /&gt;Não podia - a saliva que largava ia deixando um denso rasto de heresias.&lt;br /&gt;Menti às reacções corporais; caminhei a ser forte; tacteei a própria liberdade.&lt;br /&gt;E então cresci; e então quis desafiar a condição humana.&lt;br /&gt;Sem raiva, rancor ou percepção funesta atirei o homem ao penhasco.&lt;br /&gt;Quis testar o limite.&lt;br /&gt;Ouvi ao longe o grito sublime e altivo da cotovia que anuncia o infinitivo do sofrimento. Tudo me pareceu matemática: as minhas acções falavam-me de frieza, cálculo, descrédito - sorrisos desmedidos de dor.&lt;br /&gt;Ergue-se a luz; chamam-lhe vida.&lt;br /&gt;O homem cresceu; o homem procurou; o homem encontrou. E conseguiu olhar-me nos olhos: expandir para dentro de mim as palavras que agora digiro: «Não tenhas medo!»&lt;br /&gt;Entrei sem bater, sem chamar… o engano é puro quando as vontades se cruzam. Não fui eu que entrei nele: ele é que entrou cá dentro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2600590141870995046-5308313158383547122?l=ahoraosexactossegundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/feeds/5308313158383547122/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2600590141870995046&amp;postID=5308313158383547122&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/5308313158383547122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2600590141870995046/posts/default/5308313158383547122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraosexactossegundos.blogspot.com/2007/02/enigmtico-nos-escombros-de-uma-dana-do.html' title=''/><author><name>D.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01126788586046236269</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/-PeFWqAvqkFs/Tt13cz5lP4I/AAAAAAAAABo/PD_77Fi7Iww/s220/DSC_0125.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
